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Titãs aprovam releitura de “Bichos Escrotos” por Anitta: “Tudo a ver com essa música”

  • Foto do escritor: Guilherme Moro
    Guilherme Moro
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Uma das músicas mais emblemáticas dos Titãs ganhou uma nova leitura e a aprovação de quem ajudou a construí-la. “Bichos Escrotos”, lançada originalmente em 1986 no álbum Cabeça Dinossauro, foi regravada por Anitta com produção do Tropkillaz para a trilha sonora de Corrida dos Bichos, novo filme de Fernando Meirelles. A versão, que transforma o clássico do rock em uma faixa de forte influência eletrônica e funk, também passou a circular nas redes sociais em meio a uma onda de memes.


A releitura chamou a atenção dos próprios Titãs. Paulo Miklos, responsável pelos vocais da gravação original, não escondeu a aprovação e disse ter gostado da nova versão. Para o músico, Anitta preservou uma característica essencial da composição: o humor acompanhado de ironia.


Titãs em sua atual formação com Tony Belotto, Branco Melo e Sérgio Britto | Foto: Pedro Dimitrow
Titãs em sua atual formação com Tony Belotto, Branco Melo e Sérgio Britto | Foto: Pedro Dimitrow

“Bichos Escrotos” sempre teve um caráter provocativo. Na avaliação de Miklos, a música brinca justamente com a ideia de questionar o chamado “paladar refinado” do cidadão civilizado. Por isso, ele enxergou na interpretação de Anitta uma continuidade desse espírito, destacando a maneira como a cantora incorporou a ironia da composição.


O ex-Titãs também celebrou a repercussão da nova gravação nas redes sociais. Os memes envolvendo a música, especialmente os vídeos de ratos dançando, foram vistos por Miklos como uma extensão natural do humor presente na própria canção.


“Os memes são a melhor parte de tudo isso!”


Para ele, a reação bem-humorada do público tem relação direta com a essência de “Bichos Escrotos”.


Paulo Miklos, ex-vocalista e guitarrista do Titãs | Foto: Créditos: Jorge Daux
Paulo Miklos, ex-vocalista e guitarrista do Titãs | Foto: Créditos: Jorge Daux

Sérgio Britto também aprovou


Outro integrante da formação clássica dos Titãs a comentar a releitura foi Sérgio Britto, coautor da música ao lado de Arnaldo Antunes e Nando Reis. O músico destacou justamente a aproximação entre a nova sonoridade e o funk.


Embora a versão de Anitta e Tropkillaz seja bastante diferente da gravação lançada pelos Titãs há quatro décadas, Britto identificou uma conexão na atitude e na linguagem das duas propostas. A nova produção leva a composição para um universo eletrônico e dançante, sem abandonar o caráter irreverente da letra.


A aprovação dos músicos ganha ainda mais significado porque “Bichos Escrotos” nasceu em um dos momentos mais importantes da trajetória dos Titãs. A faixa integra Cabeça Dinossauro, disco lançado em 1986 e considerado um dos trabalhos fundamentais da banda e do rock brasileiro dos anos 1980.



Agora, 40 anos depois, a música reaparece em outro contexto e alcança um público que, em muitos casos, sequer conhecia sua origem. A versão de Anitta acabou funcionando não apenas como uma releitura, mas também como uma nova porta de entrada para o catálogo dos Titãs.



 
 
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