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  • Foto do escritorGuilherme Moro

SKA, Música Latina e Originalidade: Entrevista com Nacho Martin, Vocalista da Banda Guantas

Atualizado: 9 de set. de 2020

A banda Guantas carrega em seu DNA a excentricidade desde o seu nascimento. Criada pelo argentino Nacho Martin, o grupo leva ao palco uma festa regada a pop rock, música latino-americana, roupas excêntricas, humor e espírito etílico.

Batemos um papo descontraído com o fundador do grupo que nos apresentou a banda de maneira geral:



Blog Música Boa

Apesar das paralisações e problemas ocasionados pelo coronavírus, a Guantas segue trabalhando e lançando músicas. No início de Julho o grupo lançou o mais recente single, “Contando os Dias”. De que maneira este novo trabalho foi gravado, mesmo em período de isolamento? Houve dificuldades no processo?



Nacho Martin

Pois é, a gente não parou (risos)! Sim, gravamos ela 100% à distância, cada um gravou do jeito que conseguiu. Alguns gravaram por home Studio, com interface e outros com o celular mesmo.

Não tivemos muita dificuldade, pois já sabemos como funciona o processo.

Eu gravei uma guia, (um “esqueleto”) da música e o pessoal foi gravando por cima.

Uma pessoa fundamental para a gravação do single foi nosso amigo Felipe Kim, comandando as mixagens e masterização do som!



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Com cinco anos de estrada, a banda tem uma sonoridade extremamente original, buscando elementos de diversos estilos. A ideia de formar uma banda com esse timbre partiu de quem? Quais são as maiores influências do grupo?



Nacho Martin

Poxa fico feliz em saber que conseguimos chegar nesse resultado, afinal a ideia inicial foi minha. Não conte pra ninguém (risos), mas eu sou argentino e trago essas influências musicais diversas na bagagem desde pequeno. Sempre ouvi muita música em casa, mas as minhas maiores influências foram Paralamas do Sucesso, Skank, The Clash, Sublime e Manu Chao. Porém, os outros integrantes da banda trazem outras influências, do rock clássico ao chorinho do samba.



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A banda possui sete integrantes, o que proporciona uma grande versatilidade tanto no palco, quanto no estúdio. Quais prós e contras em ter uma banda com um número de integrantes acima do padrão convencional?



Nacho Martin

Vixe, nem me fale (risos). Você precisava ver nosso grupo do whatsapp, uma bagunça (risos). Brincadeiras à parte acho que isso nem atrapalha mais a gente. Talvez no começo da banda poderia até ser um problema na nossa comunicação interna, mas hoje em dia chegamos num ponto onde todos respeitam seu lugar, tanto na amizade quanto musicalmente.



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O grupo mantém a mesma formação desde o início ou houve mudanças?



Nacho Martin

Já tivemos várias formações, o único que não saiu ainda da banda fui eu (risos), mas não tenho essa intenção. Eu formei a banda em 2015. Em 2016 o Kaoei Coutro entrou para a percussão, mas logo depois assumiu a bateria. Já em 2017, entraram o Gabriel Pereira na guitarra e o André Serrano no trombone. No ano de 2018, entraram o Vini Paludetti no saxofone e o Bruno Sawyer no baixo. Só no ano passado é que entrou a cereja do bolo, a Pri Ribeiro, no trompete.



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Vocês possuem dois álbuns de estúdio lançados e um ao vivo. Entre um disco e outro, quais mudanças são mais perceptíveis?



Nacho Martin

Ah teve muita mudança, eu acho que a gente evoluiu muito. No primeiro álbum (Guantas) não sabíamos muito bem o que estávamos fazendo, compomos e gravamos devagar pra ver no que ia dar. O tempo foi passando e criamos uma identidade própria, a qual é muito bem vista no segundo álbum (Viva La Guantas). Os registros ao vivo da gente sempre mostram a nossa pegada nos shows, é onde a gente mais se sente à vontade.



(Foto: Divulgação Guantas)


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Uma grande característica da banda são os clipes e produções audiovisuais de alta qualidade. Quais as grandes dificuldades de se fazer um trabalho de alto nível como esse? Comente os principais frutos colhidos pela banda, graças a esses projetos.



Nacho Martin

Poxa, muito obrigado. Realmente é difícil trabalhar a imagem da banda, mas estamos aqui pra isso não é mesmo (risos)? Acredito que ao criar uma banda, uma empresa ou o que seja, precisamos sempre nos preocupar muito com esse tipo de trabalho. Então, sempre filmamos tudo com câmeras boas, com boa iluminação, procuramos atores e diretores amigos que ajudem a dar a “nossa cara” para as produções. Sem dúvida, tudo isso nos ajuda a colher ótimos contratos, bons shows e uma galera que sempre acompanha o nosso trabalho.



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Os shows da Guantas são conhecidos pelo alto-astral em cima dos palcos, com apresentações regadas de bom humor. Essa característica contrasta muito bem com a sonoridade da banda. Fale sobre essa excentricidade do grupo.



Nacho Martin

Nesse caso, nós bebemos na fonte de bandas como Reel Big Fish, Nofx, Blink 182, Ska-P. e todas essas bandas que trazem ao show um pouco de humor entre as músicas. No começo o pessoal estranhava, não sabia se era show musical ou de stand up, mas hoje em dia se não tiver piada entre as músicas, não é um show da Guantas. (risos)



Blog Música Boa

Dentre os shows realizados pela banda, quais os mais marcantes?



Nacho Martin

Acredito que foi a Festa Julina do ano passado, no Memorial da América Latina, onde fizemos um show memorável e tocamos pra umas dez mil pessoas. Sempre comentamos do show que fizemos no Hopi Hari, no Dia de Los Muertos, também no memorial. Nesse ano fizemos uma live julina no Grupo A Educacional que, mesmo à distância do público, foi muito emocionante, afinal, pudemos nos juntar pra fazer um show mesmo no meio de tudo isso. Foi inesquecível!



Blog Música Boa

Ainda nessa pandemia, vocês pretendem lançar algum novo trabalho? Quais os planos para o futuro?



Nacho Martin

Nosso próximo passo é lançar o projeto “Guantas Convida”, onde vamos chamar várias bandas de amigos e estilos diferentes pra continuar fazendo versões à distância. Afinal, não há previsão pra voltar a fazer shows, mas também não é por isso que vamos ficar parados, não é mesmo?



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O conjunto da obra de vocês é extremamente autêntico, em um mercado onde o mais do mesmo é predominante. Existe dificuldade em fazer um trabalho com uma proposta tão diferente em meio a mesmice do cenário musical?



Nacho Martin

Ah com certeza! Se fizéssemos sertanejo, samba ou funk a nossa vida seria muito mais fácil, sem dúvidas (risos). Porém, trazer essa musicalidade diferente para pessoas e receber elogios em troca não tem preço. Levar o ska, a latinidade e o country é muito gratificante, sem contar no público que vamos alcançando e também as bandas amigas que vamos fazendo. Como já diz o nome do blog, nada melhor do que “Música Boa”!


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"Contando os Dias" é o mais recente single da banda


(Foto: Reprodução Instagram)

(Foto: Mario Junior)

(Foto: Mario Junior)




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