Selo AlterEgo surge como plataforma colaborativa para a cena do rock alternativo brasileiro
- Redação do Música Boa
- há 6 horas
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Criado por integrantes da banda quedalivre em parceria com uma equipe técnica ampliada, o selo AlterEgo surge como uma iniciativa voltada à articulação da cena independente do rock alternativo brasileiro. O projeto reúne atualmente mais de 25 bandas de diferentes estados e fará sua apresentação oficial ao público com o Festival AlterEgo, marcado para o dia 7 de fevereiro de 2026, na Acaso Cultural, no Rio de Janeiro.
O AlterEgo nasce em um contexto de reorganização do rock alternativo nacional fora dos modelos tradicionais da indústria musical. Idealizado por artistas que atuam diretamente na cena independente, o selo propõe uma estrutura que vai além do lançamento de fonogramas, funcionando como espaço de encontro, experimentação, circulação e registro de novos projetos musicais.

A iniciativa reúne bandas de diferentes regiões do país, conectadas por práticas associadas à ética “faça você mesmo” (DIY) e por pesquisas sonoras que transitam entre gêneros como shoegaze, metal alternativo, psicodelia, noise e rock experimental. A proposta do selo é atuar como uma plataforma de articulação coletiva, reunindo não apenas artistas, mas também profissionais envolvidos em áreas como produção, design e técnica de som.
A estreia pública do AlterEgo acontece por meio do Festival AlterEgo, que será realizado no dia 7 de fevereiro de 2026, na Acaso Cultural, em Botafogo. A programação reúne três nomes ligados à cena independente: a banda paulista Magnólia, em turnê nacional; a carioca quedalivre, que se prepara para lançar seu primeiro álbum; e o grupo Sutil Modelo Novo, também do Rio de Janeiro, que apresentará um novo EP.
Além das apresentações ao vivo, o festival terá gravação dos shows, assumindo o papel de registro audiovisual do evento. A proposta é documentar não apenas as performances, mas também o momento de articulação de uma cena musical que prioriza ações coletivas e circulação alternativa.
Segundo Victor Basto, diretor executivo do AlterEgo e integrante da banda quedalivre, o selo foi concebido a partir da ideia de cena como um ecossistema integrado. A iniciativa busca estruturar melhor os processos envolvidos, desde a produção artística até a realização de eventos, com impacto direto na experiência do público e na dinâmica da economia criativa local.





