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Mercado fonográfico brasileiro cresce 14,1% e se aproxima de R$ 4 bilhões em 2025

  • Foto do escritor: Redação do Música Boa
    Redação do Música Boa
  • há 46 minutos
  • 2 min de leitura

O mercado fonográfico brasileiro registrou faturamento de R$ 3,958 bilhões em 2025, crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior, segundo relatório divulgado pela Pro-Música Brasil. Com o resultado, o país passou a ocupar a 8ª posição no ranking global da IFPI, avançando em relação aos anos anteriores.


O desempenho reforça a trajetória de expansão do setor no país, que tem registrado crescimento acima da média global nos últimos anos. Em 2025, enquanto o mercado mundial cresceu 6,4%, o Brasil apresentou índice superior, alinhado ao avanço observado na América Latina, considerada a região com maior crescimento percentual da indústria fonográfica.



O streaming segue como principal motor da receita. De acordo com o relatório, o segmento digital faturou cerca de R$ 3,4 bilhões, impulsionado pelo aumento no número de assinantes de plataformas de música. Além disso, houve crescimento na arrecadação de direitos conexos de execução pública e também nas vendas físicas, que, apesar de representarem menos de 1% do total, avançaram 25,6%, com destaque para o vinil.


O relatório também aponta o papel das gravadoras no desenvolvimento do mercado, especialmente no investimento em novos artistas, produção musical e estratégias de distribuição. Esse modelo tem contribuído para ampliar o alcance da música brasileira tanto no país quanto no exterior.


Por outro lado, o setor destaca desafios estruturais. Entre eles, o uso de obras musicais no treinamento de sistemas de inteligência artificial sem autorização dos detentores de direitos e a prática de fraudes em plataformas digitais, como a geração artificial de reproduções.


Segundo a Pro-Música Brasil, mais de 130 sites relacionados à manipulação de streaming foram retirados do ar nos últimos anos, sendo 60 apenas em 2025. Também houve o bloqueio judicial de uma plataforma internacional voltada à venda de interações artificiais, medida considerada relevante no combate a esse tipo de prática.


Para Paulo Rosa, o cenário evidencia tanto o potencial de crescimento quanto a necessidade de regulação. De acordo com o executivo, a proteção dos direitos autorais diante do avanço da inteligência artificial e o combate a fraudes no ambiente digital estão entre as principais prioridades do setor no Brasil e no mundo.

 
 
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