• Guilherme Moro

Kiko Zambianchi e Rose Short, ex-The Voice USA, cantam e encantam no com o single “Trees That Fall”

Parcerias inusitadas no mundo da música geralmente não têm um meio termo: ou se tornam emblemáticas ou são um completo fracasso. A colaboração entre Kiko Zambianchi e a norte-americana Rose Short, finalista do The Voice USA, é com certeza uma das mais inesperadas, surpreendentes e incríveis do ano.



“Trees That Fall” é uma parceria de composição entre o artista ribeirão pretano e Gary OC e as novidades não param por aí. Isso porque o single é o primeiro lançamento do selo New House, idealizado pelo cantor e compositor.


A canção faz parte da trilha sonora do curta-metragem “Leaves”, com roteiro e atuação de Julia L. Rosengren e direção de Paul Davis. Essa não é a primeira vez que Kiko Zambianchi se aventura produzindo trabalhos para o mundo cênico, já que foi compositor das trilhas das peças "E aí, comeu?" de Marcelo Rubens Paiva e "As Priscilas de Elvis" de Ana Ferreira.


Em “Trees That Fall”, uma nova faceta do músico brasileiro é demonstrada, com uma sonoridade mais serena e com atenção aos detalhes mais intimistas do arranjo. É uma das provas do quanto o artista é versátil e pode trafegar por diversas linhas musicais.



É impossível não separar boas linhas para falar sobre a incrível Rose Short, que abrilhantou o single com sua voz impecável, potente e digna de aplausos. Conhecida por cantar em tons altíssimos, a cantora não explorou tanto essa sua especialidade nessa canção, no entanto demonstrou que pode se adaptar a qualquer tipo de som. Ela deu a intensidade e harmonia que o single pedia.


Não posso deixar de destacar que o single foi mixado no lendário Abbey Road Studios em Londres, templo sagrado da música mundial onde os Beatles e outros gigantes gravaram seus mais lendários álbuns. Rose gravou seus vocais no Arlyn Studios, no Texas, por onde já passaram Ray Charles, Buddy Guy, Willie Nelson e Frank Sinatra.


Foto: Priscila Prade

Nitidamente, Kiko está iniciando um novo momento da sua carreira, mostrando o seu lado produtor e embarcando em novas sonoridades ainda não exploradas em seus quase 40 anos de carreira. Já há algum tempo ele não lançava músicas inéditas e vê-lo produzindo com a perspectiva de novas faixas, é realmente muito bom, pois fortalece muito a música brasileira.


Seu novo selo já tem uma sequência de lançamentos agendados, que envolvem nomes como Nego Jam, Júlia Zimmer, a banda Androids, o ‘reggae man’ Zeu, além do novo trabalho que será lançado pelo próprio.