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"Heavy Metal é como Sertanejo pra mim": Lobão critica Heavy Metal e Rock in Rio em entrevista

  • Foto do escritor: Redação do Música Boa
    Redação do Música Boa
  • 9 de out.
  • 2 min de leitura

O cantor e compositor Lobão participou do episódio de número 150 do podcast Benja Me Mucho, apresentado por Benjamin Back, e voltou a provocar debates ao comentar sobre o cenário musical e sua trajetória pessoal. Entre os temas abordados, o artista criticou o Heavy Metal, o Rock in Rio, falou sobre o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), relatou episódios familiares e anunciou um novo álbum de rock previsto para 2026.


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Durante a conversa, Lobão afirmou que o Heavy Metal teria perdido sua essência. “O Heavy Metal é uma degenerescência porque ele perde toda a essência negra. Ele vira uma coisa nórdica. [...] O metal, ele se torna um som branco, nórdico, absolutamente desprovido de swing, de negritude e uma fixação olímpica em si, rápido”, declarou. O músico comparou o gênero ao sertanejo e rejeitou bandas clássicas como Iron Maiden e Mötley Crüe, dizendo preferir grupos dos anos 1970.


O artista também direcionou críticas ao Rock in Rio, festival no qual já se apresentou. “Rock in Rio é o túmulo do rock”, afirmou, relatando que, na ocasião em que participou, enfrentou hostilidade do público. Segundo ele, o empresariado brasileiro “não respeita os artistas nacionais” e prioriza nomes estrangeiros nos grandes eventos.


Em outro momento, Lobão contou ter recusado uma proposta de 1 milhão de dólares para licenciar sua música “Me Chama” em uma campanha publicitária de uma operadora telefônica. O músico justificou a decisão dizendo que não deseja associar sua obra a produtos comerciais. “Eu não vendo sabão em pó. Minha música não é feita para ser fundo de elevador ou outdoor de companhia”, afirmou.


O cantor também revelou que recebeu diagnóstico de autismo, destacando que o traço influencia sua personalidade reservada. “Eu sou autista, eu tenho o diagnóstico. Sou muito tímido e vivo num universo paralelo”, comentou.


Entre os relatos pessoais, Lobão mencionou a relação conturbada com o pai, que o expulsou de casa no início da carreira e, mais tarde, tentou se aproximar após o sucesso do filho. “Foi constrangedor. Meu pai foi me pedir autógrafo e ainda se envolveu com minhas fãs. Eu fiquei muito irritado”, disse.


No fim da entrevista, o músico anunciou que trabalha em um novo álbum de estúdio, intitulado “Vale da Estranheza”, com lançamento previsto para março de 2026. Descrito como uma “ópera do rock”, o projeto conta com dez faixas já finalizadas e tem o primeiro single programado para sair ainda em 2025.


Segundo Lobão, o conceito do disco é inspirado no termo “Uncanny Valley” — ou Vale da Estranheza —, expressão cunhada por um cientista japonês em referência à sensação de desconforto diante de algo que imita o humano, mas não o é. “Achei poético e vi que isso poderia ser aplicado a outros tipos de relação”, explicou.


A entrevista completa com Lobão está disponível no canal do podcast “Benja Me Mucho” no YouTube e nas principais plataformas de áudio.

 
 
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