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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Entrevista: Nara Pinheiro faz sua estreia como cantautora com o álbum "Tempo de Vendaval

Minas Gerais é um estado que é um berço de grandes talentos musicais. Este fato tem cada vez mais se tornardo unanimidade com o passar dos anos, tanto pelos ídolos que o local deu ao país, quanto pela qualidade dos novos artistas locais que estão surgindo.



Apesar de muito experiente, uma dessas pessoas talentosas que é berço desse Ouro de Minas, está lançando neste ano o seu tão sonhado e planejado álbum de estreia: "Tempo de Vendaval". Estamos falando de Nara Pinheiro, uma musicista, cantora e compositora de primeira categoria.


Não é nem um pouco de exagero dizer que o trabalho foi planejado, já que desde antes da pandemia a artista queria registrar sua voz e suas composições, mas de uma forma um pouco diferente do que foi concebido no resultado final.


"Quando pensei em gravar um disco, sempre pensei que fosse ao vivo. Isso porque sempre fiz parte desse processo frio que é gravar em estúdio. Eu queria que fosse toda uma banda tocando junto e valendo, até pra sentir o entrosamento. Desde que comecei o processo do disco, tive dois filhos e em 2019, quando achei que as coisas estavam favoráveis para entrar em estúdio e gravar o trabalho, veio a pandemia e eu esperei ao máximo para poder gravar do jeito que e queria: com uma banda tocando tudo ao mesmo tempo. Em meados de 2021, quando eu vi que as coisas estavam bem atrasadas em relação às vacinas, eu decidi que precisava executar em estúdio mesmo", disse.


Foto: Marcela Calixto

“Tempo de vendaval” é um álbum que reúne diferentes sonoridades para expressar as sensações e paisagens internas da artista, seu amadurecimento enquanto mulher e musicista, os mistérios do tempo, das fases da vida e o elo do presente, do passado e do futuro. Nesse trabalho, Nara se desnuda e expõe sua voz, seus sons e sua poesia de maneira íntima nunca vista antes. O disco conta com nove faixas e foi gravado por Nara (voz e flautas); Marcio Guelber (violão 7 cordas); Camila Rocha (contrabaixo) e Antônio Loureiro (piano, bateria).


"É um trabalho que tem esse ar contemporâneo. Me referencio muito pelos artistas clássicos, mas também pela nova cena. Tenho muito interesse pelo frescor das coisas que acontecem atualmente, principalmente pelos artistas de Minas Gerais, que são grandes músicos e compositores. Me inspirei para fazer um trablaho singular, mas que dialogasse com essa Nova MPB".


O disco “Tempo de Vendaval” foi financiado pela Lei Murilo Mendes, por meio da FUNALFA – Prefeitura de Juiz de Fora, com apoio da Lei Aldir Blanc e SECULT/MG. A realização desse trabalho é uma construção coletiva que contou com o financiamento dos mencionados mecanismos de incentivo à cultura, além do apoio de 150 pessoas que contribuíram na campanha de financiamento coletivo realizada em maio de 2022, e do Sensorial Centro de Cultura, que é responsável pela distribuição das músicas.


"No ano passado eu fiz um financiamento coletivo para financiar este trabalho. Eu ainda quero materializar de alguma, não só deixando ele nas plataformas. Sei que a era do CD já acabou há algum tempo, mas eu queria ver um encarte e graças à 150 pessoas isso foi possível. Vamos disponibilizar algumas cópias", comentou a cantora.


Nara Pinheiro é musicista e compositora brasileira, natural de Minas Gerais. Atua como flautista e cantora apresentando seu trabalho autoral desde 2015 em festivais, teatros e casas de shows.



A artista representa uma nova geração de mulheres musicistas que vem desenvolvendo uma sonoridade própria, usando a voz e as flautas como ferramentas de expressão. Em 2022, venceu o do 21º prêmio BDMG Instrumental com suas composições e arranjos e foi finalista do Prêmio da Música de Minas Gerais, marcando sua versatilidade como instrumentista e cantautora.


É mestranda em música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, bacharel em flauta transversa pela Universidade Federal de Juiz de Fora e formada em flauta transversa pela Bituca – Universidade de Música Popular. Atua como professora de flauta transversa no Conservatório Estadual de Música em Juiz de Fora desde 2019.


"Sempre trabalhei como instrumentista e flautista em grupos de música instrumental, algo que foi muito importante durante a minha trajetória. Foi lá que expandi o meu pensamento musical. Com este trabalho, lancei um disco que se chama 'Leste Para Oeste', que fez com que tivéssemos visibilidade e oportunidades de fazer uma turnê passando pela França, Itália, Espanha e Argentina. Foi com o fim desse grupo que me surgiu a vontade de ter o meu próprio trabalho".



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