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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Entrevista: Kayode reflete sua vida e ancestralidade com álbum "Flow da Pele"

Em sua nova fase, o artista Kayode lança, no dia 28 de outubro, o álbum “Flow da

Pele”, trabalho que vem recheado de história, musicalidade e importantes

reflexões para a sociedade atual. Na mesma data, o cantor ainda disponibiliza o

videoclipe do single “Seu Dia”.



O disco “Flow da Pele” é dirigido por Caio Paiva e conta com a produção de

diversos nomes da cena musical como o próprio Caio, Wey, Pedro Lotto, Nagalli,

DropAllien e Rodrigo Pacote.


"A ancestralidade é uma das coisas mais potentes com as quais podemos contar. É entender que tudo o que temos por natureza é desvalorizado, por esse governo e por esse sistema. Obviamente isso vai ser negado e nós vamos ser taxados de louco. Eu não me importo com isso. O álbum trata de coisas que já estão dentro da gente e fazem parte da nossa realidade e identidade. Querendo ou não, ele traz a tona toda uma reflexão. Nos desvinculamos da nossa identidade e o álbum traz um questionamento sobre nossa essência. É sobre ter o direito de ser você mesmo".


Nascido e criado nas periferias de São Paulo, o artista surpreendeu a todos com o

primeiro lançamento do disco, que une as faixas “Podcast” e “Pedra da Memória”

em um curta metragem de oito minutos, onde aborda questões de abuso policial e injustiça social contra os pretos e periféricos.


"Demorou dois anos para eu chegar no nível musical e técnico que eu queria para este álbum. Eu escrevi muito, revisitei histporias e tive que abrir algumas cicatrizes que eu não queria mexer. O álbum é autobiografico, então precisei me estudar e me entender melhor. Tudo isso aconteceu em um período de pandemia, então foi um pouquinho mais difícil. O processo criativo foi bem real. Me coloquei na parede e me disee: 'qual que é?'".



“Flow da Pele” é um marco por resgatar a essência lírica do rap nacional e

também do posicionamento, não só nos versos como visual. O disco conta

também com a participação de Clara Lima e Victor Xamã.


"Eu queria entregar arte e não encaixo minha arte em uma caixinha para caber em uma prateleira. Eu gosto de fazer ela do jeito que é. É uma manifestação artística. Não estávamos atrás de milhões de views, muito menos de um hype. Eu não conseguiria trabalhar se não fosse dessa forma.


O artista também vai lançar o trabalho em vinil.


"Pretendo lançar em vinil. É uma homenagem minha ao que me move. Não é nada conservador, mas é uma homenage,m ao que me fez produzir e amar tanto música. Eu quero que minha arte seja tão paupável quanto a que eu consumia quando era menor".


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