Clássicos de 1986, ano mágico do rock nacional, completam 40 anos em 2026
- Guilherme Moro
- há 1 dia
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Alguns dos álbuns mais importantes da história do rock brasileiro completam 40 anos em 2026. Lançados em 1986, discos de artistas como Legião Urbana, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, RPM, Ira! e Inocentes ajudaram a consolidar o gênero no país em um período marcado pela redemocratização, pela efervescência cultural e pela ampliação do diálogo entre juventude, política e comportamento.
Ao longo daquele ano, o rock nacional alcançou maturidade artística e o auge de sua projeção popular, transitando entre o punk, o pop rock, o pós-punk e propostas mais experimentais.
“Pânico em SP” – Inocentes
O álbum se firmou como um dos registros mais representativos do punk rock brasileiro. Com letras diretas e sonoridade crua, o Inocentes retratou o clima de tensão urbana e o desencanto social do período, dialogando com a juventude periférica e com as contradições do processo de abertura política no país. Faixas de destaque: Pânico em SP, Vermes e Expresso Oriente.
“Dois” – Legião Urbana
Segundo disco de estúdio da banda, Dois ampliou o alcance da Legião Urbana e consolidou o grupo como um dos principais nomes do rock nacional. O álbum equilibra canções introspectivas e narrativas cotidianas, abordando temas como amor, tempo e identidade, elementos que se tornariam marcas da obra de Renato Russo. Faixas de destaque: Tempo Perdido, Fábrica, Daniel Na Cova dos Leões e Índios.
“Rádio Pirata Ao Vivo” – RPM
Lançado pela necessidade de suprir a demanda pela versão pirata de "London London" que estava explodida nas rádios do páis, o álbum marcou o auge comercial da banda e capturou a força dos grandes shows de rock dos anos 1980. Com bateria eletrônica, sintetizadores e forte apelo popular, o disco se tornou um dos registros ao vivo mais emblemáticos da música brasileira. Faixas de destaque: Revoluções Por Minuto, Alvorada Voraz e Flores Astrais.
“Cabeça Dinossauro” – Titãs
Considerado um dos álbuns mais influentes do rock brasileiro, Cabeça Dinossauro marcou uma guinada estética dos Titãs. Com letras críticas e sonoridade mais pesada, o disco confronta instituições, padrões sociais e comportamentais, consolidando a banda como uma das vozes mais contundentes da década.
Faixas de destaque: Igreja, Porrada, AA UU, Família e Polícia.
“Vivendo e Não Aprendendo” – Ira!
O álbum reforçou a identidade do Ira! dentro do rock nacional. Com influência do punk e do rock inglês, o disco aborda conflitos pessoais, amadurecimento e inconformismo juvenil, combinando energia sonora com letras diretas e bem-humoradas.
Faixas de destaque: 15 Anos, Envelheço Na Cidade, Nas Ruas e Dias de Luta.
“O Concreto Já Rachou” – Plebe Rude
Com discurso político explícito, o álbum colocou a Plebe Rude em posição de destaque entre as bandas mais engajadas do período. As letras tratam de repressão, desigualdade e alienação urbana, enquanto a sonoridade mantém forte influência do punk e do pós-punk.
Faixas de destaque: Jhonny Vai A Guerra (Outra Vez), Minha Renda e Até Quando Esperar.
“Selvagem?” – Os Paralamas do Sucesso
O disco representa um momento de expansão estética da banda, ao incorporar reggae, ritmos latinos e elementos da música brasileira. As canções abordam questões sociais e políticas de forma menos direta, mas consistente, apontando para um rock mais plural e acessível.
Faixas de destaque: A Novidade, Alagados, Marujo Dub, Selvagem
“O Rock Errou” – Lobão
O álbum representa um período de transição na trajetória de Lobão, reunindo canções marcadas por ironia, crítica comportamental e experimentação sonora. Sem um conceito fechado, o disco reflete inquietações artísticas e o espírito provocador do artista em meio ao auge do rock brasileiro nos anos 1980. Faixas de destaque: A Voz da Razão, Revanche e Canos Silenciosos
Outros lançamentos marcantes de 1986
Além dos álbuns citados, 1986 também foi marcado por outros discos relevantes para o rock brasileiro. Entre eles estão “Descanse em Paz”, dos Ratos de Porão; “Declare Guerra”, do Barão Vermelho; “Heróis da Resistência”, do Heróis da Resistência; “Longe Demais das Capitais”, dos Engenheiros do Hawaii; “Lulu”, de Lulu Santos, entre outros.





