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  • Guilherme Moro

Brigas entre artistas: um circo que prejudica a música e incendeia discussões inúteis

Neste último final de semana, muito foi comentado sobre o comentário de Zé Neto, primeira voz da dupla com Cristiano, em dos shows realizados pelos parceiros. Zé Neto disse que a dupla não dependia da Lei Rouanet e que não precisvam fazer "tatuagem no toba" para dizer se estão bem ou mal.



Primeiramente, adoro Zé Neto & Cristiano, não só dueto, mas o carisma que ambos demonstram com o público. No entanto, é triste ver Zé dizendo coisas desnecessárias sobre a Lei Rouanet, que nada mais é do que uma lei de incentivo a artistas que realmente precisam, mas que, infelizmente, foi marcada pela sua má distribuição financeira e administração, dando muito aos que não precisavam e pouco aos que realmente necessitavam de verba para realizar trabalhos culturais. Aliás, poucas pessoas sabem disso.



Em segundo lugar, o tamanho da proporção tomada através de somente um comentário, tem criado uma grande onda de desinformação. Nem sequer houve uma resposta da Anitta aos comentários, para se criar tamanha repercussão. Em uma matéria, foram usados relatos de internautas para acusar Zé Neto de traições à sua esposa e uso de drogas, sem qualquer prova ou fundamento, até mesmo um relato em tom de brincadeira, dizendo que ele havia se relacionado com uma égua, foram usados na mesma matéria, o acusando de zoofilia. Percebe o quanto isso é grave? A busca incessante em se obter cliques é um dos principais malefícios da atual sociedade.


A discussão inútil entre fãs de Anitta e Zé Neto também é outro ponto que só prova a falta de assunto que predomina a internet. Brigas entre fãs sempre foram comuns, mas os argumentos de ataque utilizados tanto pelos fãs de Anitta, quanto pelos de Zé Neto, são extremamente baixos.



E quem perde nessa história toda? A música: Zé Neto & Cristiano construíram uma carreira sólida, talentosa e recheada de sucessos, enquanto Anitta dispensa comentários por seu talento, tanto musical, quanto empreendedor, pela revolução que fez no mercado fonográico do Brasil e por sua atual tentativa em se tornar uma cantora com público internacional, o que ainda está longe de se tornar uma realidade.





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