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Veias abertas da América Latina pulsam com show do BaianaSystem no João Rock

  • Foto do escritor: Jú Burian
    Jú Burian
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

O BaianaSystem deu um show no Palco João Rock neste sábado (1), ao lado de Vandal e Bnegão na penúltima apresentação da noite. 


Mesmo com o atraso de mais de 15 minutos, a banda não deixou o futuro demorar e abriu a performance com uma estrutura gigantesca revisitando marcos políticos, como o final da Segunda Guerra Mundial e o golpe militar no Brasil.


E foi basicamente impossível ficar parado desde o início. A entrada ficou por conta de “Reza forte”, junto com Bnegão no front, abraçando a galera num beat com influencias baianas. 


Unindo sintetizadores divinos e riffs incontestáveis da guitarra baiana de Roberto Barreto, a banda vociferou contra o sistema em faixas como “A Vida é Curta Pra Viver Depois”, “Sulamericano” e “CertoPeloCertoh” - barras diferenciadas na voz de Vandal e de Claudia Manzo.


Russo Passapusso durante apresentação - Foto: @alua.rosa / Música Boa
Russo Passapusso durante apresentação - Foto: @alua.rosa / Música Boa

Enquanto isso, o caráter decolonial e social predominou durante a performance, com Passapusso se posicionando em alto e bom som. “Na minha roda não entra fascista, sem racista”, vocalizou enquanto organizava o bate-cabeça generalizado ao som de “Eu Não Nasci Pra Tomar Baculejo”.


A performance de “Capim Guiné” foi um primor, com a presença de Elivan Conceição - muito bem caracterizado à respeito da ancestralidade, por sinal - para enfatizar as raízes afro-brasileiras em cada movimento junto à voz poderosa de Russo. 


Não tem como discordar: Baiana System foi magnético, mas antes de tudo, um aprendizado. Latinidade, swing e identidade podem andar lado a lado e deixar um público inteiro completamente tentado a não parar de dançar o ritmo das carrancas.


 
 
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