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Thomé aborda ansiedade e identidade no álbum “Quero Ser Tudo”

  • Foto do escritor: Jú Burian
    Jú Burian
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura

Segundo disco do cantor chega às plataformas em 27 de agosto e combina pop, salsa e outros gêneros em uma reflexão sobre a vida na cidade grande


O cantor Thomé lança no dia 27 de agosto o segundo álbum de estúdio da carreira, “Quero Ser Tudo”, pela Central Records. O trabalho reúne faixas que exploram a ansiedade, a identidade e a dificuldade de encontrar espaço para a introspecção em meio ao ritmo acelerado de São Paulo.


Nascido na Vila Guilherme, na zona norte da capital paulista, Thomé transforma experiências pessoais em um projeto que parte da relação com a cidade e da busca por compreender a própria identidade. O título do álbum sintetiza esse conflito: o desejo de experimentar diferentes possibilidades sem necessariamente saber como lidar com quem se é.


O projeto começou a ser desenvolvido no fim de 2024, após o lançamento de “Quebra-Cabeça”, primeiro álbum do artista, e de um trabalho acústico. A entrada na Central Records, a convite de Rico Manzano, marcou uma mudança na direção artística de Thomé, que passou a selecionar composições com maior espaço para experimentações.


Entre os colaboradores do disco estão Sereno, Juliano Holanda e Rico Manzano, que participou da construção conceitual e musical do trabalho. Parte das faixas surgiu a partir de guias produzidas por Thomé em casa e posteriormente desenvolvidas em estúdio.


Thomé traz uma mistura de sonoridades e explora sua própria identidade em novo projeto | Foto: Anabiss
Thomé traz uma mistura de sonoridades e explora sua própria identidade em novo projeto | Foto: Anabiss

O álbum também reúne participações de diferentes artistas. Em “Olhares”, Thomé divide os vocais com Agnes Nunes. O rapper Thalin participa de “Metaverso”, faixa que aborda a relação com as redes sociais e a substituição de experiências concretas por ambientes virtuais.


Tom Ribeira aparece em “Puro Suco do Amor”, retomando uma parceria construída ao longo de apresentações pelo país. Já Mari Jasca participa de “Zum Zum”, composta por Thomé e Juliano Holanda. Em “Enluarar”, a colaboração é com Zi, amiga e parceira musical do cantor desde sua passagem pelo Coral Jovem do Estado de São Paulo e integrante da banda Baile de Ladinho.


Musicalmente, “Quero Ser Tudo” transita por diferentes referências, passando pelo pop e chegando à salsa. A variedade de gêneros acompanha a proposta de representar diferentes estados emocionais e contrastar o movimento constante da metrópole com momentos de reflexão.


“Desde muito cedo imerso na vida da cidade grande, aprendi a conviver com a ansiedade. [...] Cresci querendo voar longe, em lugares que não sabia quais, mas sabia que diferentes desse que me via. Queria ser tudo, menos eu”, explica Thomé.


A identidade visual do álbum foi desenvolvida por Anna Pimentta e acompanha o conceito do projeto por meio de uma série de visualizers. Os vídeos combinam elementos concretos e imaginários e exploram características particulares de cada faixa.



 
 
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