Roguan estreia na música com álbum homônimo centrado na viola caipira
- Redação do Música Boa

- há 35 minutos
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Após duas décadas de atuação no cinema, na poesia e no teatro, Roguan estreia oficialmente na música com o lançamento de seu primeiro álbum, homônimo, que marca uma nova etapa em sua trajetória artística. Ex-sócio da Associação Cultural Cecília, o artista passa a assumir a canção como linguagem central após ter trabalhos exibidos em festivais na Itália e na Alemanha. Segundo ele, o disco representa um momento de afirmação pessoal e artística após anos de experimentação em diferentes áreas.

O álbum foi gravado entre dezembro de 2023 e março de 2024 no Estúdio Mandril, com produção musical de Rodrigo Ramos e produção artística e executiva de Mayra Faour Auad. Ao todo, o trabalho reúne 14 faixas organizadas em três atos — conflito, conexão e expansão —, cada um deles introduzido por uma peça instrumental acompanhada de poesia falada. As canções foram escolhidas a partir de um repertório de cerca de 80 composições escritas ao longo de dez anos, com a proposta de construir uma narrativa de travessia.
A viola caipira é o principal eixo estético do disco, dialogando com violão de sete cordas, guitarra, gaita, percussões e efeitos psicodélicos. Roguan assina a execução de todos os instrumentos, com participações pontuais de Rodrigo Ramos em algumas dobras. As gravações priorizam performances orgânicas, sem o uso de metrônomo, acompanhando a evolução emocional proposta ao longo do álbum, que parte do questionamento e avança em direção à aceitação.
A identidade visual do projeto também reforça o caráter introspectivo do trabalho. A capa do disco foi criada a partir de um autorretrato com rastros de luz. O lançamento é acompanhado ainda por um projeto audiovisual composto por sete filmes, reunidos em uma obra de 16 minutos, dirigida pelo próprio artista em parceria com a produtora Mymama. O narrador presente no álbum também aparece nos filmes, conectando os três atos da obra.
Aos 42 anos, Roguan define o disco como um ponto de síntese e maturidade de sua trajetória nas artes. Sem direcionar o trabalho a um público específico, o artista acredita que o álbum dialoga com ouvintes de música brasileira, rock e blues, refletindo uma sonoridade em construção que reúne referências diversas ao longo de seu percurso.








