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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Representante do drill, Di Makako (DMK) estreia no selo ByVolt, com produção de Nandov

Nascido em Cascadura, no morro do Fubá, zona norte do Rio de Janeiro, Di Makako ou DMK, 24 anos, sempre teve forte conexão com a música e, principalmente com o rap. “O rap veio pra mim muito cedo através de Racionais, escutava desde criança. Em 2014, comecei a sentir na pele o preconceito e o efeito que o governo do nosso país causa nas pessoas mais humildes de comunidade”, conta Di Makako.



Representante carioca do drill, DMK se identificou com o estilo assim que o conheceu. O drill surgiu em Chicago, há aproximadamente dez anos, como um desdobramento do trap. Um rap sombrio que incorpora a estética da violência explícita em suas letras, o estilo vem crescendo muito aqui no país nos últimos anos.


Em 2016, DMK - que sempre sensibilizou muito com as questões sociais e o preconceito - conheceu na escola uma turma do movimento rap e começou a colocar no papel tudo aquilo que vivia, sentia e presenciava no seu dia a dia. “Comecei a fazer minhas críticas sociais através da rima, mudei para Jpa Merck (RJ) e me juntei a uma banca na Merck, onde conheci o produtor Nandov e o cantor e compositor JVersos. Fizemos alguns trampos juntos, inclusive Facção, um single feat com Menor do Chapa ”, explica DMK.



O single Fatal Drill chega ao streaming no dia 16 de dezembro e conta com a produção de Nandov e do estúdio VoltMix. É o primeiro single do artista em parceria com selo ByVolt, que chega ao mercado para revelar novos artistas da cena urbana, trap, rap, drill, funk, entre outras.


Fatal Drill foi criado através das injustiças que acontecem em comunidades do RJ. É a resposta de quem não aceita e nem se conforma com “certas” desculpas. “De todas as músicas que criei essa é uma das mais tristes, me coloco na posição dos pais e mães desses inocentes. Nenhum fato foi e nem será esquecido. Hoje as comunidades também podem contar com a minha voz para questionar a morte de inocentes. Isso tem que parar! Foi uma música que fiz derramando litros de lágrimas!”, conclui Di Makako.

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