Moyses dos Santos estreia carreira solo com álbum inspirado nas raízes brasileiras
- Guilherme Moro

- há 4 horas
- 2 min de leitura
Após construir uma trajetória ao lado de artistas internacionais como Nile Rodgers, Janelle Monáe, Gregory Porter, Omar e Emeli Sandé, o baixista e compositor brasileiro Moyses dos Santos lança seu primeiro álbum solo. Intitulado Maria, o trabalho chega às plataformas digitais, além de versões em vinil e CD, no dia 12 de junho de 2026.
Radicado em Londres desde o início dos anos 2000, o músico apresenta um projeto que une referências da música brasileira a influências da cena internacional. O álbum combina ritmos como maracatu, baião, samba e frevo com elementos de jazz, funk, soul e disco, refletindo a trajetória construída entre o Brasil e a Inglaterra.
O disco recebe o nome da mãe do artista e representa uma reconexão com suas origens. Segundo Moyses, o processo criativo ganhou força em 2022 durante uma turnê com o grupo Azymuth e o baterista Ivan Conti, experiência que o motivou a revisitar referências culturais e musicais presentes em sua formação.
“Depois de tantos anos vivendo fora, percebi que estava deixando uma parte da minha musicalidade brasileira para trás. O Mamão me incentivou a me reconectar com essas raízes, e isso me fez revisitar lembranças da minha mãe cantando em casa, da igreja e dos ritmos brasileiros que fizeram parte da minha formação. Maria nasceu desse reencontro com a minha origem e com um lado meu que nunca deixou o Brasil”, afirma o músico.
Ao longo das faixas, Maria alterna momentos de forte influência rítmica com passagens mais contemplativas. A abertura fica por conta de “Boa Viagem”, primeiro single do álbum, que aposta em uma atmosfera festiva inspirada pelo jazz e pelo carnaval brasileiro. A faixa-título aprofunda o caráter pessoal do projeto, enquanto músicas como “Encontrei Amor” e “Beira Mar” exploram sonoridades mais melódicas.
Em “Late Night”, o artista se aproxima do soul contemporâneo e do jazz fusion, enquanto “Brazilian Spirit” incorpora elementos de astral jazz com participação do trompetista Theo Croker. Já “Saudade” reúne arranjos de cordas assinados por Arthur Verocai e vocais de Lynda Dawn. O encerramento acontece com “Baiamba”, faixa marcada por percussões e influências brasileiras.
Com nove músicas, o álbum de estreia apresenta um panorama das influências que moldaram a carreira de Moyses dos Santos, transformando memórias pessoais e tradições musicais brasileiras em uma produção de alcance internacional.



