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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Melt Motif faz industrial alternativo climático em “Particles. Death Objective”

Formado pelos noruegueses Kenneth Rasmus Greve e Rakel com o brasileiro Joe Irente, o trio Melt Motif faz um som eletrônico, intenso e alternativo que bebe do industrial do passado para refletir o caos do presente em prol de um som futurista. Em seu novo álbum “Particles. Death Objective”, o projeto convida o ouvinte para um mergulho intenso.


“O álbum tem o tema recorrente de seguir em frente após um evento perturbador na vida. Ele é surreal e muitas vezes assustador, assim como seguir em frente, que nem sempre é pra um lugar melhor. Como o título do álbum resume, somos todos pequenas peças no endgame de um tabuleiro gigante”, reflete Joe Irente.



Hoje unindo o clima das montanhas e florestas geladas de Bergen com a metrópole paulistana, o Melt Motif surgiu como um trabalho, em meio à pandemia, do produtor musical Kenneth Rasmus Greve ao lado de sua parceira Rakel, uma vocalista com forte experiência no mundo da música clássica e com uma versatilidade para explorar lados diferentes de suas capacidades vocais.


Após uma série de singles em 2021, o Melt Motif começou a trabalhar seu debut “A White Horse Will Take You Home” no ano passado. Para mixar o álbum, Kenneth procurou um engenheiro que se adequasse ao projeto. Só não imaginava que encontraria algo muito além disso e tão longe de casa. Via internet, conheceu Joe Irente, que rapidamente se tornou uma colaboração e parceria, diretamente de São Paulo. Sua guitarra, baixo e arranjos são marcas do álbum e foram parte do motivo para que o disco se tornasse um sucesso de crítica.


Quando as ideias para um novo trabalho começaram a se desenvolver, Joe Irente foi convidado para se juntar ao Melt Motif e a dupla se tornou um trio. No último verão europeu, eles lançaram um álbum de remixes chamado “Vandalism Vol. 1”, contendo um remix hard techno de “Mine” por äbvsd que rapidamente se tornou um sucesso underground em clubes de Berlim e outras cidades europeias.


Com o projeto saindo do home studio, ganhando espaço em pistas de dança e ouvidos e criando pontes tão fortes - apesar da distância física -, vieram a inspiração e a motivação para o novo disco.


“A concepção desse álbum levou pouco menos de 1 ano. Quando começamos, nosso primeiro álbum ainda estava para ser lançado. A ideia era intensificar tudo que criamos no debut - um som mais tecnológico, mais hi-fi, com ritmos mais quebrados e vocais mais etéreos. É um álbum para quem curte produções eletrônicas complexas. O tipo de música em que você descobre algo diferente toda vez que ouve”, conta Joe.


Ele se inspirou no industrial eletrônico de grupos como Front Line Assembly ou Skinny Puppy e por dub e synthpop setentista na produção do disco, que foi realizado com o mínimo de plugins e processamento digital possível.

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