• Guilherme Moro

Luana Granai convida ex-The Voices para versão de “Flores Mortas”

O grito de Luana Granai, com “Flores Mortas”, ecoou. As mensagens de empoderamento feminino e autoconhecimento romperam as barreiras internas da semifinalista do The Voice 2020 e, não só foram para o mundo, como também tocaram muitas mulheres. Mobi Colombo e Paula Araújo, ambas semifinalistas do The Voice 2019, foram algumas delas, e a junção desse trio resulta em uma nova e desplugada versão da canção, que faz parte do álbum “O Som da Moringa Fresca”, do selo de mesmo nome, do qual as três fazem parte.




Acústico e intimista, o single ganha nova roupagem a partir de três vozes que conquistaram o Brasil. “Ouvir essa música, que nasceu muito dentro de mim, na intensidade de outras mulheres me fez perceber que a arte nunca é sobre nós”, diz Granai. “Nós sangramos nossas dores através das composições, mas quando elas vão pro mundo, se tornam os gritos de outras pessoas”, complementa a artista.


Após lançar “Meu Jardim”, “Sair Por Aí”, “Vacina”, “Acalanto”, “Flores Mortas” e “efeito”, todas em 2021, Luana Granai encerra o ano de forma significativa e simbólica, reconstruindo-se. “Tanto a Mobi quanto a Paula trouxeram novas intenções para a música, seja através de um melisma ou impostação vocal, cada uma expressa de uma forma os sentimentos e isso mudou completamente a canção”, conta Luana.


O formato desplugado e mais acústico, adicionado aos diálogos reais presentes na gravação, proporciona um cenário mais confortável para quem ouvir. “Encurtamos distância nesta versão. Estamos todas mais próximas do ouvinte”, garante a compositora. “Costumo dizer que a música virou uma roda de conversa entre três mulheres, porque levamos essa dinâmica para a gravação”, adiciona.



ACOLHIMENTO

A união de Luana Granai, Mobi Colombo e Paula Araújo simboliza aquilo que todas elas têm em comum. “Nós comunicamos as mesmas mensagens nas nossas músicas, que é esse empoderamento e autoconhecimento que a gente prega para que outras mulheres possam se encontrar, ocupar espaços e se sentir à vontade na própria pele”, explica Granai.

O encontro, proporcionado por Jeff Pina, do selo Moringa Fresca, mostra que a arte não tem barreiras, tampouco prazo de validade. “Espero que Flores Mortas, nesta nova versão, acolha de novo, como acolheu a primeira vez que foi lançada”, afirma Luana.


AMADURECIMENTO

Diante de todas as dificuldades que o ano proporcionou, a cantora e compositora vislumbra grandes projetos para o futuro. “Compus muito e foi um período intenso de planos e ideias. Consegui entender o sentido das coisas”, conta. “Hoje, me sinto mais madura e pronta”, finaliza Granai.