• Guilherme Moro

Komunga lança álbum ao vivo com reflexões sobre a Aldeia Global que vivemos hoje

Encontro multiartístico que propõe conexão entre comunicação global e música, Komunga anuncia novo trabalho com uma série de apresentações online. Formado pelas personagens Urukum, Risoflora e Placa Mãe, o som da Komunga é derivado de um estudo conjunto entre Afrofuturismo, Tecnoxamanismo e Ancestrofuturismo com o mote de “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”, como define Abdias do Nascimento sobre o conceito de Sankofa. O álbum “KOMUNGA ao vivo na Aldeia Global” traz novas canções, novas performances e uma série de apresentações que poderão ser acessadas a partir do dia 13 de maio nas redes sociais do grupo.


Foto: Nayron Rodrigues

Sua construção musical é desenvolvida com referência no estilo eletrônico, de Kraftwerk a Daftpunk, com passagens por influências particulares dos artistas. A arte da Komunga se comunica para além da música, é composta também por performance, artes plásticas, paisagem sonora e mensagem. A Komunga é composta por três personagens: Urukum, com seus instrumentos eletrônicos, Risoflora, com sua potência e voz e Placa Mãe, como uma entidade que se manifesta de diversas maneiras sem ter uma corporeidade definida. No processo de criação deste álbum ao vivo, além de Julio Rhazec e Lucas Baumgratz, passaram a compor o grupo: Natacha Maurer e Gabriel Elefante, enriquecendo o trabalho no desenvolvimento de efeitos luminosos, intervenções e performances. Neste novo trabalho, sua musicalidade chega com uma camada de diálogo mais direto com o público. “As composições da Komunga até o momento se apresentam atemporais, e se encaixam no momento que estamos vivendo. As reflexões trazidas nas letras são de questões que nos afligem há tempos, como religião, desigualdades e relação do homem com a natureza”, contam os integrantes. “Inicialmente o grupo tinha uma sonoridade mais pesada, principalmente por causa da energia de suas letras. Porém, foi surgindo a intenção de deixar as músicas mais dançantes também. Isso trouxe uma reformulação da identidade sonora do grupo, solidificando melhor seus conceitos estéticos e sonoros.” O álbum intitulado "KOMUNGA ao vivo na Aldeia Global" tem sua referência no conceito de Marshall McLuhan, que liga o termo como o símbolo do que vivenciamos hoje: Um mundo inteiro conectado por uma rede de comunicação "universal" e "democrática". Nessa rede, os seres humanos nunca se comunicaram tão bem, porém, nunca se entenderam tão mal. Já a palavra Aldeia em si vem trazer o ideal de um conjunto de pessoas que vivem e convivem muito bem entre si. Esses paradoxos e reflexões são o meio e o objetivo da Komunga, que realiza suas apresentações de maneira online a partir do dia 13 de maio em suas redes sociais. Esse projeto foi realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, através do Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc nº 39/2020.

Foto: Nayron Rodrigues

APRESENTAÇÕES Ciclo 1 - 13 de maio, quinta, às 19h Ciclo 2 - 18 de maio, terça, às 12h Ciclo 3 - 22 de maio, sábado, às 11h Ciclo 4 - 26 de maio, quarta, às 12h Ciclo 5 - 30 de maio, domingo, às 20h Show completo - 04 de junho, sexta, às 19h Todas as apresentações são gratuitas e terão interpretação em LIBRAS Onde? Para assistir, basta acessar as plataformas digitais da Komunga. FICHA TÉCNICA Komunga é: Julio Rhazec, Natacha Maurer, Lucas Baumgratz e Gabriel Elefante Produção: Estúdio Acorde Cenografia e Figurino: Johnny Gonzaga Direção de Fotografia: Leo Grego SOBRE A KOMUNGA A Komunga nasceu, em 2017, do encontro de dois Artistas Multimídia do Vale do Paraíba: Lucas Baumgratz e Julio Rhazec. Ao identificarem uma sinergia na leitura dos processos de construção artística por meio da troca de referências e pesquisas, iniciaram um estudo conjunto sobre Afrofuturismo, Tecnoxamanismo e Ancestrofuturismo. Esses estudos foram base para sua construção estética e musical. Como plataforma estética, a partir de cosmovisões de referência Ameríndia e de África, os artistas se utilizam de três personagens: Urukum, Risoflora e Placa Mãe. Na parte musical, a construção é desenvolvida com referência no eletrônico, de Kraftwerk a Daftpunk e com passagens por influências particulares dos integrantes. Até o momento possuem um álbum de estúdio intitulado “Komunga”, de 2019, (financiado por um edital do ProAc) e três videoclipes. Atualmente a Komunga se completa com os artistas Natacha Maurer e Gabriel Elefante, que, por sintonia de ideias, se uniram à proposta de estudo e desenvolvimento de intervenções artísticas.


Foto: Nayron Rodrigues