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  • Foto do escritorGuilherme Moro

KAYBLACK versa sobre a paixão e o desapego em primeiro EP da carreira

A música popular brasileira talvez seja o único espaço onde a luta de classes foi bem sucedida; talvez seja o único ambiente que não condiz com a estrutura racista da sociedade; e talvez seja o único lugar em que um menino negro, que viu a casa sendo demolida, consegue ascender e se tornar autor e porta-voz da própria história.



Kayblack é uma contradição na história do Brasil. E sua liberdade para falar dos próprios afetos e paixões é uma contradição maior ainda. Mas é isso que ele faz em seu primeiro EP da carreira, chamado "Contradições", que sai no dia 31 de março pela Warner Music Brasil.

Neste novo projeto, Kayblack reflete sobre os sentimentos mais profundos da paixão, da solidão e do desapego. Como uma jornada do herói, ele abre o álbum como se tivesse arrebatado por um novo amor, com as faixas "Desejos", "Segredo", "Preferida" e "Sal e Pimenta" (feat. Vulgo FK e Veigh). Mas, na segunda metade do EP, ele versa sobre a superficialidade da relação, a escolha em ficar sozinho e a vida agitada da fama, com as músicas "Superficial", "Melhor Só" (feat. Baco Exu do Blues) e "C'est La Vie" - faixa bônus que explora as sonoridades do 'Pula-Pula', um novo gênero que o Kay aprendeu em viagem a França.


Com 23 anos de idade, Kayblack é uma referência na mistura do rap/trap com o funk. Isso porque ele começou na música aos 12, inspirado por nomes como Felipe Boladão e Neguinho do Kaxeta, ídolos nas periferias de São Paulo. Obviamente, nada seria fácil nessa jornada, e tudo logo se tornou mais complicado ainda quando a família foi despejada de casa, em 2017. Nesta época, Kayblack se dedicou ao seu irmão, MC Caveirinha, que também é artista e se tornou um sucesso estrondoso na cena. Agora, Kay é artista do casting da Warner Music Brasil, modelo de campanhas para grifes de luxo internacionais e uma das atrações do Grammy Latino deste ano.

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