• Guilherme Moro

Ina Magdala lança "Chat Noir", faixa-título de seu novo EP

Não existe canção mais emblemática para abrir a série de lançamentos que “Chat Noir”. A faixa, que batiza o álbum, foi escrita por Ina Magdala que revisita os próprios pensamentos e faz profundas reflexões sobre o mundo com muita sensibilidade. Além de “Chat Noir”, carro-chefe, outras três faixas inéditas completam o segundo EP de carreira: Call the Shots, Baby If You Like Me e Stay High.



Mais que uma música, “Chat Noir” trouxe consigo um projeto audiovisual que traduz o encanto e a poesia que floresceram na alma da artista.


Brilhantemente assinado por Dauto Galli, o filme traz a interpretação primorosa de Ina em um cenário exótico. O diretor ousou em definir o Circo Mundial como cenário para retratar a época lúdica, magica e mística do circo e seus personagens épicos no espetáculo teatral.


O story-telling valorizou a estética sonora retrô e não economizou nos figurinos para dar vida a obra imaginária de Ina. O ator Marcello Antony foi convidado a participar do projeto e levar a sua experiência para viver um enigmático mágico ilusionista.


“Chat Noir” explora a força motora impulsionada pela desconfiança diante do vínculo afetuoso quebrado pelo medo. Também questiona comportamentos e reações diante aos cenários que criamos.


A capacidade da mente humana é trazida para o centro da discussão na poesia que se transformou em música ao avaliar a sua extensão e de como as nossas próprias criações nos desconectam de viver o real. “E se” isso tivesse acontecido? “E se” não? As probabilidades geradas por nós também oferecem perigos.



A linha de pensamento de Ina para compor “Chat Noir” navega sobre a necessidade de viver o hoje, o agora e, desta forma, manter as conexões verdadeiras sem as fixações, obsessões criadas pela própria cabeça.


Misterioso, “Chat Noir” revela a identidade madura para o período em que Ina permaneceu em Portugal. O álbum foi gerado num momento de ausência familiar e reprimindo o próprio desejo de voltar ao Brasil.


Emblemático, marcante e decisivo, o EP nasceu para construir pontes, expandir o vocabulário emocional e conectar o real com o intocável. Nele, a força e a delicadeza tão intrínsecas a Ina se juntam à qualidade técnica para nascer a obra carregada de paixão e sentimento.