• Guilherme Moro

Imbapê apresenta "Pisciano" e fala sobre sua trajetória musical

O cantor Imbapê lançou recentemente, em todas as plataformas digitais, “Pisciano”, primeiro single de seu EP de estreia, “Bicho Solto”, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021, pelo selo Sensorial Centro de Cultura. O artista disponibilizou também o clipe de “Pisciano”, que propõe um mergulho em seu universo místico e livre.


(Foto: Marcela Calixto)


O mineiro de Juiz de Fora tem influências de grandes artistas da música brasileira e comentou sobre a importância de representar um estado tão rico musicalmente como Minas Gerais. “Minhas referências são muito amplas. Claro que a música mineira me influencia. Tenho muitos amigos compositores que trazem essa sensibilidade e que tem como influências o Clube da Esquina, Milton Nascimento entre outros artistas”.


Nessa nova fase da carreira Imbapê falou sobre seus parceiros de composição que tanto o ajudam e sobre o seu processo de criação, tanto das letras, quanto como sua identidade como intérprete. “Sou muito fã de Elis Regina e o Milton Nascimento era um dos compositores dela. Sempre digo que tenho os meus Miltons Nascimento, risos. Me considero um cantor e compositor efêmero. A imagem que quero trazer varia de acordo com o meu momento, conta Imbapê”.


O clipe tem uma identidade mística e de contato com a natureza. O mineiro contou um pouco de como é sua identidade musical e dos bastidores desse clipe. “Imbapê é um personagem. Toda essa mística vem pra apresentar ele. Não acho que isso estará presente em toda a minha arte. Eu tinha muitas ideias de trazer elementos da natureza nesse clipe. A água estava muito fria. Mosquito, valas, (risos). Mesmo assim valeu muito a pena fazer isso. Estar em contato com ela é importante demais pra mim. Me elevo energicamente. Meu verdadeiro local de refúgio”.



Logo no início da pandemia, Imbapê focou na finalização da gravação de seu primeiro EP, “Bicho Solto”, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021, pelo selo Sensorial Centro de Cultura. O projeto contou com a participação das cantoras juiz-foranas Laura Jannuzzi, Dona Chapa e Alice, e a produção musical de Muxima e Imani. O álbum reúne quatro canções que representam uma nova fase na carreira do artista: “Pisciano” (Laura Jannuzzi), “As Paquitas” (Imbapê /Dona Chapa), “A Nova” (Laura Jannuzzi/Pablo Quaresma) e “Coroação” (Laura Jannuzzi/ Alice/Rasvic). Ao longo do ano, Imbapê lançará as quatro músicas, todas acompanhas de um clipe, nas plataformas digitais. “O projeto teve que ser adaptado diversas vezes, tínhamos uma outra ideia. Posterior a isso a gente mudou essa ideia e agora com esse novo cenário em 2021 estamos novamente readaptando.  É uma dificuldade tremenda. Espero que minha arte sirva de acalanto para as pessoas nesse momento. Sempre foi difícil fazer arte no Brasil. Vamos resistindo da maneira que podemos" desabafa o intérprete.


Imbapê falou também sobre a expectativa de colocar o pé a estrada para fazer shows em seu novo e especial momento na carreira. “A intenção é usar esse período pra expor esses clipes e assim que o EP sair, avaliar o cenário. As datas estão voláteis por conta dessas questões pandêmicas. Temos a intenção de uma data, mas nada concretizado”.


O verdadeiro nome de Imbapê é Lucas Barbosa. O jovem cantor, sempre manifestou afinidade pela música, mas foi apenas aos 16 anos que comprou seu primeiro violão e começou a cantar. Durante um grande período de sua vida foi atleta de taekwondo, chegando a representar a seleção mineira e brasileira em campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. Em 2018, abandonou a carreira como atleta e começou a trabalhar com música, se apresentando com o nome artístico de Barbosa. Foi então que o nome Imbapê surgiu em sua vida “Esse nome ganhei de presente da minha tia Bianca, foi após uma live que ela assistiu. Ela me disse que meu antigo nome artístico era bonito, mas não tinha força. Imbapê vem do idioma Zulu, da África e significa Leão. Houve uma estranheza de início, mas hoje não consigo imaginar outro nome. Foi um dos maiores presentes que eu ganhei”.


(Foto: Marcela Calixto)