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EQUILIBRIVM II: Anitta revela detalhes sobre produção do novo álbum visual

  • Foto do escritor: Jú Burian
    Jú Burian
  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Autoconhecimento. Brasilidade. Espiritualidade. Esses três fatores se encontram na jornada de amadurecimento de Anitta em EQUILIBRIVM II, projeto audiovisual que chegou nas plataformas nesta quinta-feira, 23 de julho. Ao todo, são 17 faixas e um curta-metragem de 35 minutos tecendo desde a busca por pioneirismo à la Carmen Miranda até sua trajetória por uma nova consciência espiritual.


A artista convidou grandes nomes da música brasileira para compor as canções do novo trabalho. Mart’nália traz o ancestral das ruas em Feitiço, Maria Bethânia evoca o poder da espiritualidade junto com Letícia Fialho em Ogum Me Rodeia, e Alceu Valença borda ensinamentos ao som de um forró batidão em Não Me Cutuca. Também contribuem com a obra, Mestrinho, Luedji Luna, Alexandre Carlo, Melly e muito mais gente talentosa. 


Anitta em uma das fotos de divulgação de EQUILIBRIVM II | Foto: André Nicolau
Anitta em uma das fotos de divulgação de EQUILIBRIVM II | Foto: André Nicolau

Além disso, Anitta enraiza os dizeres e ensinamentos de proteção com maestria em Sal Grosso, feat com Kbrum, e instrumentaliza o som nortista na faixa Oke, sintetizando as vozes poderosas de Katu Mirim e Brô MC’s para abraçar com força a brasilidade ancestral da floresta.


A direção artística ficou por conta de grandes nomes da indústria, como Nídia Aranha, Felipe Sassi e Boy Princess, exaltando elementos da cultura brasileira, tal como as tradições da religiosidade de matriz africana e a tradição indígena.


Equalizei as batidas…


Se existe uma certeza no mundo, é de que este projeto não trouxe alegria somente aos anitters que esperavam ansiosamente por um novo álbum para colocar nos favoritos. Em coletiva de imprensa realizada um dia após o lançamento do álbum, a cantora, o feedback da primeira parte foi essencial para a criação das novas canções. ”Assim que acabou de sair o EQUILIBRIVM I, a gente começou a fazer o dois. Porque eu amei o resultado, as pessoas falando…a repercussão foi tão potente para mim. Eu me senti tão feliz lançando esse projeto”, relembrou a voz por trás de ‘Girl From Rio’.


A cantora enfatiza também que, por trás do processo criativo dessa etapa, estava a sua jornada de autoconhecimento, como destacou na faixa Pra você Gostar de Mim. “Essa música, na verdade, traz o dilema, né? O conflito interno e pessoal que gerou a necessidade de me aprofundar no meu autoconhecimento. E aí, por conta desse vazio, desse dilema, [...] criei a necessidade de me conhecer internamente, fazer essa transformação e chegar a todas essas conclusões que eu cheguei e a todo esse caminho que eu passei, que vocês podem assistir nos visuais”, contou.



Abre caminho


Um dos pontos sensíveis da indústria neste momento é o algoritmo. Com os conteúdos se tornando cada vez mais rápidos e superficiais, Anitta vai na contramão e aposta em um curta-metragem que transborda referências para além de um clique, mesmo que o esforço possa não compensar financeiramente, em sua opinião.


“Hoje em dia não vale mais a pena financeiramente você fazer um projeto desse tamanho, dessa magnitude. É realmente muito caro. É um retorno financeiro que, se vier, vai demorar bastante para vir. Então para um artista que tá começando ou para um artista que não tem tanto poder financeiro assim,  talvez não seja a melhor das escolhas, né? Porque não é só para o audiovisual brasileiro. É que realmente é difícil a disputa com tanta atenção na internet”, reflete.


Mas a pergunta que fica é: se há tantas barreiras, por que seguir? Dessa vez, Larissa responde. “O que me motivou a fazer é porque eu tinha uma vontade muito grande de passar essa mensagem que, para mim, é muito importante para o público. Eu acho que o artista, ele nunca pode perder a vontade de fazer uma revolução, uma revolução no pensamento das pessoas. Eu acho que é para isso que a arte existe”, completa. 


Foto: André Nicolau
Foto: André Nicolau

E para além de uma movimentação no próprio público, a artista aponta que o álbum busca contemplar as várias versões de si mesma. ‘“Eu acho que o EQUILIBRIVM traz isso, né? Como a gente fala nos visuais. Eu danço, eu curto, falamos de sexo, falamos de amor, falamos de profundidade, a gente fala de tudo um pouco”.


Portanto, seja nos dizeres sábios dos Orixás, nos avisos das mães de santo ou nos simbolismos das cartas de tarot, Anitta retorna para dialogar com o interior de cada ouvinte. “A intenção desse álbum é te deixar forte por dentro, é ser mais uma ferramenta para te ajudar a elevar sua frequência, te deixar forte por dentro inteiro, gostando de todas as suas versões e todos os seus pedaços dentro de você. Gostar da sua versão debochada, da sua versão sexual, a sua versão que dança, que rebola, a sua versão triste, a sua versão alegre, a sua versão profunda. Essa é a mensagem do álbum”, finaliza.

 


 
 
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