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  • Foto do escritorAmanda Haikal

Entrevista: POCAH lança EP com participações de MC Durrony, Kevin O Chris e Luck Muzik

Nesta sexta-feira (15), a cantora POCAH lançou “A BRABA É ELA”, o primeiro EP de dois que serão lançados esse ano. Nostalgicamente, a cantora se inspira em narrativas vividas em Duque de Caxias, sua cidade natal, e no início da carreira, enquanto figurava como Mc Pocahontas, para apresentar faixas que relembrem suas raízes no funk carioca. Nesse trabalho, as inspirações do início da vida artística, como Mc Marcelly, Valesca Popozuda e Tati Quebra Barraco, ícones do funk da geração 2000, também são relembradas.



Essa intenção fica explícita na faixa-foco do projeto, “Assanhadinha”. Acompanhada de Mc Durrony, a cantora conta uma história verídica de sua juventude, revivendo sua primeira experiência em uma baile de favela, em que ela pulou o muro de casa escondida de sua mãe para curtir o funk. A letra é fielmente reproduzida em um videoclipe que acompanha o lançamento, gravado em Campos Elíseos, comunidade que sedia o Baile da RQ, que a artista frequentava antigamente. Para POCAH, essa memória afetiva é uma forma de comprovar aos críticos que ela canta sobre as vivências na comunidade com propriedade, sem se apropriar de uma cultura que está no “hype”.


“Eu tive o desprazer de ouvir pessoas comentando “mais uma cantora entrando na favela, usando nossa cultura”, e essas pessoas nem sabe quem sou eu, de onde eu vim. Eu gravei na minha comunidade, onde eu cresci e onde gravei minha primeira música. Hoje eu sou uma artista do pop funk, mas meu berço é o funk carioca”, comentou POCAH.


A canção biográfica também evoca lembranças no público pois os vocais se assemelham aos da música “Eu Sento Rebolando Chamando O Seu Nome”, um dos primeiros sucessos da carreira da carioca.


A parceria com Mc Durrony não é o único feat do EP. O trap-funk “Barulinho”, primeiro single do projeto, lançado em julho, conta com as participações de MC Kevin O Chris e Luck Muzik. Essa é a segunda colaboração com Kevin, e segundo a cantora há planos para a dupla se unir em outros trabalhos.


Além do videoclipe de “Assanhadinha”, todas as faixas contam com visuais, divididos entre clipes, dance-videos e visualizers. A captação foi integralmente feita no Rio de Janeiro, que a artista considera um privilégio ser o cenário do seu novo projeto.



Na canção “A BRABA É ELA”, faixa-título do EP, a favela se repete como musa inspiradora. A música é um funk tamborzão, que foi composta em 2017, enquanto POCAH queria criar um trabalho que retratasse os trejeitos e os dialetos dos moradores das comunidades cariocas. Embora seja conhecida por muitos ouvintes, a canção, definida pela artista como “dedo na cara e ferveção”, só será divulgada oficialmente nesse trabalho pois a cantora esperava o momento ideal para o lançamento.


“Eu me considero uma mulher determinada, inspiradora, braba, e esse título é tão forte”, disse POCAH. É a potência que o título “braba” carrega que o transformou no nome do EP que caracteriza a vivência e a identidade de POCAH.


Também relembrando histórias de vida, que segundo POCAH parecem se repetir, a faixa “Olha E Baba” manda um recado para os que “desdenham mas querem comprar”.


Em um EP tão retrospectivo, POCAH também decide se aventurar lançando sua primeira parceria internacional. Unindo funk e reggaeton, e mesclando português e espanhol, a cantora lança uma faixa em parceria com o Piso 21, grupo colombiano que despertou interesse em produzir com a artista depois de se apaixonar, durante o carnaval, pela cultura brasileira. A canção foi gravada pela primeira vez em 2021, mas POCAH optou por regrava-lá esse ano, após aprimorar seus estudos no espanhol. Para a artista, incluir no EP uma canção em outro idioma também revela sua identidade ousada e versátil.


Sobre o segundo EP do ano, previsto para outubro, POCAH deu um spoiler ao público contando sobre uma das faixas: “Bandidona”, uma versão estendida, a parte 2 da canção “Bandida”, que contará com a participação de DJ Biel do Furduncinho e Pabllo Vittar.

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