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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Encontro dos Titãs é um marco na história da música brasileira

Na última sexta-feira (30), Ribeirão Preto recebeu o último show da turnê "Titãs Encontro: Todos Ao Mesmo Tempo Agora", em solo brasileiro. A apresentação feita no Estádio Palma Travassos encerrou uma série de apresentações que o grupo realizou com sua formação clássica, após 31 anos.


Momento em que a banda executou a canção "Cabeça Dinossauro" (Foto; Guilherme Moro)

Durante mais de duas horas e meia de música, a banda paulista entoou hits como "Polícia", "Epitáfio", "Pra Dizer Adeus", "Marvin" e "O Pulso", além de faixas muito aclamadas por fãs como "Comida", "Nome Aos Bois", "32 Dentes", "Miséria" e "Eu Não Sei Fazer Música".


O espetáculo se iniciou com "Diversão", ditando o tom do que a plateia poderia esperar ao longo de todo o show e seguiu com "Lugar Nenhum", "Desordem", até chegar em "Tô Cansado", que antes de sua execução, ganhou um discurso emocionado de Branco Mello, que justificou ao público sua voz consideravelmente mais rouca, por conta da retirada de um tumor na hipofaringe. Assim como nos demais shows da tour, ele exaltou a cura da doença e a possibilidade de estar vivo, falando, cantando e prestigiando o momento.


Entre os muitos destaques, que vão desde a presença de palco impressionante de todos os membros, até a estrutura magnífica montada para a turnê, a execução das canções merece ser um tópico a parte, já que Charles Gavin (bateria) e Nando Reis (baixo), formam uma cozinha perfeita e ao lado de Tony Belotto (guitarra solo) e Liminha (guitarra ritmica), seguram toda a instrumentação com o peso que as músicas da banda pedem.


Nando Reis, que saiu da banda em 2002, nunca mais havia tocado baixo, já que em sua carreira solo o músico aderiu o violão como instrumento principal. Mesmo assim, mostrou intimidade com seu velho companheiro e relembrou as linhas e os riffs que criou durante seu período como Titã.


Liminha, produtor de diversos álbuns da banda e também de outros clássicos da música brasileira, está fazendo as linhas de guitarra que eram executadas por Marcelo Fromer, guitarrista do grupo falecido em 2001.


Por falar em Marcelo Fromer, um dos momentos mais especiais do show, foi quando os Titãs convidaram Alice Fromer, filha do guitarrista, para prestar uma homenagem ao legado do pai.


Ela interpretou as canções "Toda Cor", uma parceria de Fromer com Ciro Pessoa e Carlos Barmak, e "Não Vou Me Adaptar". Nos shows realizados em São Paulo, ela ainda cantou a canção "Ovelha Negra", em homenagem à Rita Lee.


Os momentos citados no último parágrafo, fazem parte do bloco acústico do show, onde eles fazem um tributo ao álbum "Acústico MTV", lançado em 1997, responsável por trazer a banda de volta à midia no final da década de 90.


No bloco, executaram os sucessos "Os Cegos do Castelo" e "Pra Dizer Adeus", em mais um momento extremamente especial da apresentação.


Poder assistir todos reunidos é realmente um priveilégio, não só pelo contexto histórico do encontro, mas sim pela música genial que essas pessoas fizeram. São canções que contextualizam cada momento deste país e falam de amor, loucura, diversão e arte.


É um espetáculo emocionante, do primeiro mi maior de "Diversão", ao último mi menor de "Sonífera Ilha".


Que sorte a nossa de ter os Titãs.

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