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Em nova fase, The Mönic abre o Araraquara Rock com experiência no Rock In Rio e representatividade

  • Foto do escritor: Guilherme Moro
    Guilherme Moro
  • 11 de jul.
  • 3 min de leitura

Uma das bandas mais elogiadas da cena independente nos últimos anos, a The Mönic será a responsável por abrir o Araraquara Rock 2025. O show acontece nesta sexta-feira (11), às 16h, no Sesc Araraquara, com entrada gratuita. O Música Boa é media partner do evento. Formada em São Paulo em 2017, a banda surgiu como uma importante voz representatividade feminina na cena roqueira. Com influências que transitam entre o garage e o punk rock, a banda lançou seu primeiro álbum, "Deus Picio", em 2019, apresentando um trabalho enérgico e direto, com letras majoritariamente em inglês. Já em "Cuidado Você" (2022), produzido por Rafael Ramos e lançado pela gravadora Deck, a The Mönic consolidou sua identidade ao apostar em canções em português, refrões marcantes e uma sonoridade ainda mais afiada.



Em 2024, o grupo se apresentou o Knotfest Brasil e no Rock in Rio, com show no Palco Supernova. Em ambos os eventos, a banda convidou o trio Eskröta. Mas muito antes do grupo formado Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz), Joan Bedin (baixo e voz) e Daniely Simões (bateria) sequer pensar em se apresentar nos palcos do Rock In Rio e do Knofest, o Araraquara Rock já havia sido preterido

“A gente tava muito ansiosa para tocar. Já tínhamos nos inscrito várias vezes em seletivas, então vai ser muito especial. É mais um palco que vamos viver e que queríamos ocupar”, relembra Dani Buarque.

The Mönic | Foto: Anne Godoneo
The Mönic | Foto: Anne Godoneo

O repertório da apresentação terá foco no disco mais recente, “Cuidado Você”, além dos singles que chegaram às plataformas entre 2024 e 2025.


"Vamos tocar muitas músicas do ‘Cuidado Você’ e nossos últimos singles. É um show com muita energia. Podemos garantir”, promete Dani.

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Volta às origens


Compondo para o terceiro álbum de estúdio, a The Mönic chega ao festival em um momento de renovação interna com a volta de Daniely Simões, membra fundadora, que dá lugar ao baterista Thiago Coiote, que deixou o grupo em março deste ano.


“Ela sempre acompanhou o trampo da banda. Chegamos a trabalhar juntas no marketing em uma marca de instrumentos musicais). Quando o Coiote sinalizou a saída, tínhamos a certeza que era ela. Está sendo super legal. Estamos com uma vibe de recomeço, mas também um pouco parecido com a de quando começamos. Está sendo legal resgatar essa energia de quando tudo era 100% aposta e muito sem cobrança de tempo. Está trazendo uma energia nova”, completou.


Essa energia, segundo a vocalista, se reflete também no som da banda, que está explorando novas influências sem perder a identidade que marcou os primeiros álbuns.


“O resultado de um som é a mistura do universo de cada artista. Acho que a gente tá revivendo muito do que o som era no começo, mas também com coisas modernas de cada uma de nós. Está sendo bem legal”, concluiu.

Autoral em foco

Mesmo em uma gravadora relevante no cenário brasileiro, a Deck, as integrantes conhecem e ainda vivem as dores de quem vive da música autoral no Brasil.


Dani destaca a importância de eventos como o Araraquara Rock, que não só dão visibilidade como também oferecem suporte financeiro aos artistas.


“A cena autoral respira por aparelhos, não por falta de artista bom e artista foda. Mas acaba ficando no meio do caminho por falta de condições, às vezes muito básicas, que vai de não ter um instrumento bom para estudar, até de esgotamento. Um músico muitas vezes tem dois, três empregos para manter o sonho. A gente abre mão de muita coisa, vida pessoal. Se não der absolutamente tudo, não temos nada. Eventos como esse fomentam a cena autoral, mas também de forma financeira. Isso faz toda a diferença”, finaliza.


Programação


Além da The Mönic, que abre o evento nesta sexta-feira, o Araraquara Rock segue com atrações no Teatro de Arena, mediante a 1kg de alimento não perecível. No sábado (12), as atrações começam a partir das 16h, com bandas voltadas ao metal e hardcore. No dia, representam Araraquara (SP) os grupos Hellside e Umbral. Hellish War, de Campinas (SP) e Guardian of Lightning, de Guariba (SP) fecham a programação das bandas escolhidas pela seletiva.


A programação segue com os grupos convidados, todos da capital: Salário Mínimo (glam metal),Torture Squad (trash metal), e Worst (hardcore).


No domingo, as atrações passam a tocar mais cedo, a partir das 11h, no estreante Palco Rock Story, localizado no saguão do teatro. O novo espaço faz homenagem à bandas antigas do cenário rock de Araraquara. Entre as atrações estão Simpsons Of The Universe, UTI e Controvérsia.


Às 16h, começam as atrações da Arena, com show do lendário grupo setentista Casa das Máquinas, além de Os Patrões, de Jaú (SP), Gypsy Tears, de Belo Horizonte (SP), The Lost Trouble Boys, Ibitinga (SP), além das bandas araraquarenses Beatles Again, Crockodilo Rock e La Burca.



 
 
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