Em hiato com Jorge, Mateus surpreende com Clube da Esquina e psicodelia nordestina em coleção de LP's
- Guilherme Moro

- há 13 minutos
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Em hiato com a dupla com ao lado de Jorge, o cantor Mateus chamou a atenção nas redes sociais por conta de suas novas aquisições em vinil, com discos que passeiam da psicodelia nordestina da década de 1970, até clássicoss absolutos da música brasileira, muito distante da sonoridade pop construída ao longo de sua carreira como segunda voz.

Essa não é a primeira vez que Mateus demonstra interesse em outros gêneros musicais. Em entrevista ao Fantástico em 2014, ele afirmou que não gosta do sertanejo "atual" e que só escuta blues, rock, ou folk.
Para registrar o bom gosto da curadoria do cantor, o Música Boa listou os discos que aparecem na foto publicada e enumerou abaixo informações de cada um dos álbuns.
“Black Classical Music” (2023) – Yussef Dayes
Primeiro álbum solo do baterista britânico, o trabalho é uma verdadeira fusão de jazz, soul, funk e música eletrônica. “Black Classical Music” foi amplamente elogiado pela crítica internacional pela forma como Dayes atualiza o jazz com uma abordagem contemporânea, rítmica e altamente musical. O disco ainda conta com colaborações de artistas como Tom Misch e apresenta uma estética sofisticada, que dialoga com a cena global.
“No Sub Reino dos Metazoários” (1973) – Marconi Notaro
Uma joia cult da psicodelia brasileira, o álbum de Marconi Notaro é considerado um dos trabalhos mais experimentais dos anos 70 no país. Misturando rock psicodélico, música nordestina e elementos de vanguarda, o disco ganhou status de raridade ao longo dos anos. Sua sonoridade ousada e pouco convencional surpreende por estar na discografia do autor dos sucessos "Onde Haja Sol" e "Mil Anos".
“Os Tincoãs” (1973) – Os Tincoãs
Marcado pela forte presença de cantos afro-brasileiros e espiritualidade, o álbum é um dos mais importantes do grupo baiano. A obra se destaca pela valorização das raízes culturais e pela construção vocal única, sendo referência até hoje para artistas que dialogam com a ancestralidade na música.
“Manual” (2015) – Boogarins
Representando a nova geração, o Boogarins aparece com um disco que transita entre o rock psicodélico e a música experimental. “Manual” é marcado por camadas sonoras densas e atmosferas imersivas, consolidando a banda como um dos principais nomes do indie brasileiro contemporâneo.
“Clube da Esquina” (1972) – Milton Nascimento & Lô Borges
Clássico absoluto da música brasileira, o álbum é uma mistura sofisticada de MPB, jazz, rock e música latina. Mais do que um disco, “Clube da Esquina” é um movimento estético e cultural que influenciou gerações, presença obrigatória em qualquer coleção de vinil.



