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Dia do Carimbó: Pinduca e Eliana Pittman ajudam a contar a expansão do ritmo paraense

  • Foto do escritor: Guilherme Moro
    Guilherme Moro
  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura

O carimbó, manifestação cultural que nasceu no interior do Pará e ganhou espaço em diferentes regiões do país, é celebrado nesta quarta-feira (26), data que marca o nascimento de Mestre Verequete, um dos nomes fundamentais para a difusão do gênero. Entre os artistas que contribuíram para ampliar o alcance do ritmo estão Pinduca e Eliana Pittman, que se apresentarão juntos pela primeira vez no Festival Psica, em dezembro, em Belém.


A trajetória de Pinduca está ligada a uma transformação importante na sonoridade do carimbó. Em um período em que o ritmo ainda enfrentava resistência nos salões da capital paraense, o músico incorporou a guitarra à formação tradicional, aproximando o gênero de novas linguagens musicais e ajudando a levá-lo a outros públicos.


Foto: Samuka Kim
Foto: Samuka Kim

Eliana Pittman também teve papel na expansão do ritmo para além do Pará. A cantora gravou músicas de Pinduca e levou esse repertório para apresentações na América Latina e na Europa, contribuindo para que o carimbó alcançasse públicos fora do Brasil.


A história do gênero, porém, começa muito antes dessa circulação nacional e internacional. O carimbó reúne música e dança e tem no curimbó, tambor tradicionalmente produzido a partir de um tronco escavado, um de seus principais elementos. Sua formação recebeu influências indígenas, africanas e ibéricas.


A data comemorativa é uma homenagem a Mestre Verequete, nascido em 26 de agosto e considerado um dos principais responsáveis pela difusão do carimbó a partir do litoral paraense. À frente do grupo Uirapuru da Amazônia, o músico ajudou a aproximar a manifestação de públicos de Belém.


Em 2014, o carimbó foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então, a manifestação também passou a ocupar lugar de maior destaque nas discussões sobre a preservação e a valorização da cultura paraense.


A influência do ritmo pode ser percebida em outros gêneros associados à música amazônica, como a guitarrada, a lambada e o tecnobrega. É também nesse contexto que o Festival Psica mantém o carimbó presente em sua programação, relacionando a tradição às produções contemporâneas da região.


“A gente entende que o carimbó é a base da música paraense, a célula fundamental, a origem de tudo: da guitarrada, da lambada, do tecnobrega. É a guia a partir da qual vão se somando outros elementos, criando novas sonoridades”, afirma Jeft Dias, diretor e curador do festival.


Segundo ele, a presença do ritmo também está relacionada à identidade cultural que o evento busca apresentar. “Não tem como pensar o Psica sem envolver carimbó. A gente entende que a ancestralidade faz parte do Psica, faz parte do nosso povo, da cultura periférica urbana da Região Metropolitana de Belém, da Amazônia no geral”, completa.


Em dezembro, Pinduca e Eliana Pittman se encontram pela primeira vez no palco do Festival Psica, realizado entre os dias 11 e 13 de dezembro, em Belém. A apresentação reúne duas trajetórias que ajudaram a ampliar os caminhos do carimbó e sua presença na música brasileira.

 
 
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