• Guilherme Moro

Conheça Clovis, artista baiano indicado ao Grammy Latino 2022

Autor e intérprete de “Ninguém Explica Deus”, maior música gospel com visualizações no mundo - atualmente já são mais de 785 milhões de plays no YouTube e nas plataformas de áudio - o músico baiano Clovis é um dos artistas indicados ao Grammy Latino 2022. O álbum “Epifania”, lançado pela Som Livre em agosto de 2021, concorre na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa. Entre seus próximos trabalhos está a regravação do sucesso “Ninguém Explica Deus”, com previsão de lançamento para outubro, além de músicas inéditas e um álbum especial de releituras de toda sua obra, composta por sucessos e diversos hits, para este ano ainda.



Clovis celebra sua primeira indicação ao Grammy Latino, aumentando o coro de artistas brasileiros na premiação: “Esta é minha primeira indicação ao Grammy, me sinto muito feliz, honrado e ao mesmo tempo desafiado, é uma responsabilidade representar o segmento e estar na seleção com tanta gente boa de um prêmio tão importante como o Grammy Latino. É a resposta de um trabalho. Desde a capa do disco até a concepção final de sonoridade, eu tô muito bem acompanhado de pessoas incríveis e profissionais maravilhosos, por isso a gente tá celebrando juntos a vitória dessa indicação”.

Cantor e compositor do segmento gospel e defensor da fé sem alienação, Clovis ficou conhecido como ex-vocalista da banda Preto no Branco em 2015, também foi um dos vocalistas da banda Renascer Praise e desde 2016 seguiu paralelamente sua carreira solo. Ao longo da carreira, ele já coleciona parcerias com nomes como Claudia Leitte, Davi Sacer, Kivitz e Harmonia do Samba. O álbum “Epifania”, que carrega o significado de revelação e manifestação de Deus, chegou em 2021 pela gravadora Som Livre. “O ‘Epifania’ representa na minha vida um lugar de uma consciência muito grande, não só de espiritualidade, mas de uma consciência política que nos tomou desde o início da pandemia para cá. A gente viveu muita coisa como país e surgiu a necessidade de fazer um disco que falasse ao mesmo tempo da nossa espiritualidade e da nossa fé, mas sem parecer alienado, falando de um Deus mais presente”.


Filho de pescadores, o baiano natural de Itaparica fala também sobre a representatividade de ser um artista brasileiro negro com um trabalho reconhecido à nivel mundial: “Essa indicação significa muito pra mim porque vir de onde eu venho e ser indicado para um prêmio dessa importância é muito gratificante, faz com que meu coração se encha de esperança, principalmente porque tem mais gente como eu que vem de lugares improváveis. Gente que não tinha a oportunidade de ser ouvida, e hoje eu tô podendo contar a minha história, porque houve um tempo em que artistas pretos não eram ouvidos. É muito gratificante que outras pessoas abriram esse caminho para que pudéssemos passar e nós estamos aí abrindo também para que outras também passem”.

Sobre as mensagens e importância da música cristã no cenário musical e principalmente durante um período de pandemia mundial, circunstância na qual lançou o álbum “Epifania”, Clovis reitera: "A música cristã é gigante, não é só uma música de esperança, de eternidade, não é apenas sobre as coisas do céu. A música cristã segue tratando pessoas que se agoniaram na pandemia e que só se acalmaram ouvindo essa mensagem, então tem uma função terapêutica acima de tudo. Além de ser mercadologicamente e economicamente muito importante, porque muita gente foi surgindo do gospel e entendendo que a mensagem do evangelho não é só falar das coisas que estão por vir, mas sobre as coisas que a gente tá vivendo no dia a dia. O sofrimento do povo, as realizações deste povo, as agonias deste povo, os alívios, as vitórias e as derrotas. Isso tudo faz parte da história e eu faço parte deste time, que está interessado em reportar essa história também através da música cristã”.

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