Chico Lobo celebra 45 anos de carreira com o álbum “Recibo de Violeiro”
36º disco do músico reúne participações de Zeca Baleiro, Leila Pinheiro, Humberto Gessinger, Jane Duboc e integrantes do Pato Fu
O violeiro e cantor Chico Lobo celebra 45 anos de trajetória musical em 2026 com o lançamento de Recibo de Violeiro, seu 36º álbum, pela gravadora Kuarup.
Com repertório autoral e parcerias com Thales Martinez, Zeca Baleiro, John Ulhoa e Carlos Di Jaguarão, o disco reúne participações de artistas de diferentes gerações e vertentes da música brasileira.
Entre os convidados estão Zeca Baleiro, Leila Pinheiro, Humberto Gessinger, Jane Duboc, Fernanda Takai e John Ulhoa, além do Grupo Mutirão, primeiro conjunto musical de Chico Lobo.
A produção e a direção musical são assinadas por Ricardo Gomes, parceiro do violeiro desde o álbum Viola de Mutirão, lançado em 2016. A produção geral é de Ângela Lopes, da empresa Viola Brasil.
A trajetória de Chico Lobo começou em 1981, quando se apresentou pela primeira vez no Teatro Municipal de São João del-Rei, sua cidade natal, como integrante do Grupo Mutirão.

Em 1996, lançou o primeiro álbum solo, No Braço Dessa Viola, trabalho que o levou à final do Prêmio Sharp de 1997, na categoria Revelação da Música Regional Brasileira. O disco também abriu caminho para sua primeira turnê internacional, com dez apresentações na Itália.
Outro marco da carreira foi a aproximação com a viola de arame portuguesa, iniciada em 2006, em parceria com Pedro Mestre, músico ligado à viola campaniça do Alentejo.
O encontro resultou no álbum Encontro de Violas, no DVD De Minas ao Alentejo e em eventos dedicados ao instrumento, realizados em Portugal, nos Açores, na Madeira e no Brasil.
Em Recibo de Violeiro, a viola caipira dialoga com diferentes sonoridades e artistas. A formação instrumental inclui Léo Pires, na bateria; Marcelo Fonseca, nos violinos; Sérgio Rabelo, nos violoncelos; e Gih Saldanha, nos vocais. Ricardo Gomes também participa com baixo, violões e teclados. Sérgio Saraiva, no acordeom; Fernando Bento, no cavaquinho; e Del Maia, na percussão, completam o grupo de músicos.
Chico Lobo relaciona a construção do álbum à importância de preservar suas referências musicais e, ao mesmo tempo, estabelecer diálogos com outros estilos e artistas.
“Eu sempre fiz a analogia, que uma árvore pra florescer, teria de ter raízes forte e profundas e no meu caso, é no solo da tradição. Assim seu tronco seria forte e vigoroso, possibilitando uma copa frondosa, que poderia se abrir pra diálogos. Acredito que a copa da minha árvore musical, floresceu com muita boniteza nesse álbum Recibo de Violeiro e assim levou minha música, meu canto, para novos e lindos diálogos”, afirma o violeiro.



