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Brasil é o segundo maior mercado de shows do mundo

  • Foto do escritor: Redação do Música Boa
    Redação do Música Boa
  • há 24 minutos
  • 3 min de leitura

O Brasil ocupa atualmente a segunda posição entre os maiores mercados de shows ao vivo do mundo em número de ingressos vendidos, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com dados da PwC em parceria com o Live Entertainment, o setor de eventos movimenta mais de R$ 300 bilhões por ano no país e representa cerca de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) e o Sebrae. O cenário confirma a força econômica do segmento e o aumento de sua complexidade operacional.



Apesar do crescimento, o desempenho dos eventos é desigual. Enquanto algumas produções esgotam ingressos em poucas horas, outras enfrentam dificuldades para atrair público, mesmo com propostas semelhantes. No setor, a diferença tem sido atribuída menos ao tema ou ao artista e mais à forma como o evento é planejado, comunicado e gerido ao longo de toda a sua cadeia.


Para Lucas Miranda, CEO da plataforma de venda de ingressos Byma, o sucesso começa antes da data do evento. Segundo ele, fatores como planejamento estratégico, posicionamento de marca, escolha adequada dos canais de venda e clareza na comunicação influenciam diretamente o desempenho financeiro. “A experiência do público tem início no primeiro contato com o evento, ainda no processo de compra”, afirma.


Do ponto de vista de negócios, eventos com melhor performance costumam utilizar dados de comportamento do consumidor para orientar decisões. Estratégias como venda antecipada, confiança na plataforma utilizada, política transparente de taxas e alinhamento entre a proposta divulgada e a entrega final impactam diretamente a conversão de vendas e a fidelização do público.


Um dos exemplos citados no setor é o Churrasco On Fire, evento gastronômico-musical idealizado pela dupla Fernando e Sorocaba. O projeto já realizou mais de 130 edições, combinando apresentações musicais de longa duração com serviço de alimentação em formato open. Ao longo de sua trajetória, passou por 75 cidades em nove estados, reunindo mais de 500 mil pessoas.


Segundo dados da organização, o evento soma mais de 415 horas de shows, cerca de 480 toneladas de proteína servidas e mais de 1 milhão de long necks consumidas. Além do entretenimento, o projeto gera impacto econômico local, movimentando setores como turismo, hotelaria, gastronomia, comércio e serviços, além de empregar milhares de profissionais em diferentes etapas da produção.


Sorocaba, que também atua como empresário, destaca que o projeto foi pensado como um produto de entretenimento estruturado. “A proposta sempre foi criar uma experiência completa, com atenção a todas as etapas, do planejamento à entrega”, afirma.


A governança operacional é apontada como outro fator determinante para a sustentabilidade dos eventos. Para André Rossi, da Ross Produções, processos bem definidos, logística eficiente, uso de tecnologia e equipes capacitadas são essenciais para projetos que buscam crescimento. “Quando a operação transmite segurança, o público tende a confiar, retornar e recomendar”, avalia.


Lucas Miranda reforça que a bilheteria é consequência de um conjunto de decisões estratégicas. “Eventos que alcançam bons resultados geralmente apresentam coerência entre proposta, valor percebido e experiência de compra. Isso se reflete não apenas em ingressos vendidos, mas também em recorrência e fortalecimento de marca”, conclui.


Em um mercado cada vez mais competitivo, no qual eventos disputam atenção, tempo e investimento do público, especialistas do setor apontam que o sucesso está na convergência entre estratégia, execução e experiência. A ocupação dos espaços, nesse contexto, é resultado de decisões tomadas muito antes da abertura dos portões.

 
 
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