Back2Black estreia em Paris com shows de Gilberto Gil, Agnes Nunes e Blick Bassy
- Redação do Música Boa

- há 1 hora
- 2 min de leitura
O Back2Black, criado em 2009, realiza pela primeira vez uma edição em Paris no dia 3 de abril. O evento ocupará o Théâtre du Châtelet com uma programação que reúne shows, conferência, exposição e exibição de documentário. Os ingressos já estão à venda no site oficial do teatro.
Entre as atrações musicais estão Gilberto Gil, Agnes Nunes, Blick Bassy e a DJ Sandra Baldé, conhecida como Umafricana.

Gilberto Gil sobe ao palco ao lado de filhos e netos, apresentando repertório que percorre mais de seis décadas de carreira. O show acontece após o encerramento no Brasil da turnê “Tempo Rei”, que marca sua despedida dos grandes palcos.
Agnes Nunes divide o palco com Blick Bassy em um encontro que propõe diálogo entre Brasil e África por meio do afro-soul contemporâneo. Enquanto Agnes transita entre MPB, forró e blues, Bassy é reconhecido internacionalmente por cantar em Bassa, sua língua nativa, combinando música tradicional africana com soul, folk e elementos eletrônicos.
Sandra Baldé será responsável pelos sets da noite, com repertório que atravessa afrobeat, amapiano, gqom, afrohouse e outras vertentes da música africana contemporânea, dialogando também com pop, R&B e sonoridades latinas.
Conferência, exposição e cinema
Além dos shows, o festival promove a conferência “África-Brasil”, com participantes a serem anunciados, e apresenta uma exposição de obras de Carybé, artista cuja produção retrata o cotidiano e a espiritualidade afro-brasileira.
Outro destaque é a première na França do documentário 3 Obás de Xangô, dirigido por Sergio Machado, que aborda a amizade entre Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé.
A programação também prevê atividades na Place du Châtelet, com ações ligadas à gastronomia, música e dança.
Nova etapa internacional
Idealizado por Connie Lopes, o Back2Black chega à capital francesa propondo ampliar o olhar sobre a identidade brasileira a partir de suas raízes africanas. A edição em Paris marca uma nova fase do festival, que se posiciona como plataforma de intercâmbio cultural entre Brasil, África e Europa.
O evento conta com patrocínio do Ministério da Cultura do Brasil e da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, além de apoio da Embratur, com realização da Natasha Artes e do Théâtre du Châtelet.



