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Alê transforma as fases de um término em EP que vai do drum & bossa ao funk

  • Foto do escritor: Redação Blog Música Boa
    Redação Blog Música Boa
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Com participação de Bibi Babydoll, “Tô Bem, Não Sei, Foda-se” usa três gêneros para acompanhar a passagem da negação à retomada do amor-próprio


Alê transforma as fases de um término em EP que vai do drum & bossa ao funk
Alê (Divulgação)

Em “Tô Bem, Não Sei, Foda-se”, forma e conteúdo avançam juntos. O novo EP do cantor e compositor carioca Alê reúne três faixas inéditas, três sonoridades e três estágios de uma separação. Já disponível nos aplicativos de música, o projeto parte da tentativa de esconder a vulnerabilidade, atravessa uma crise de identidade e termina na decisão de não insistir onde não existe reciprocidade.


A mudança emocional determina a arquitetura musical do trabalho. O repertório começa no drum & bossa, passa pelo reggae e chega ao funk, em uma colaboração com Bibi Babydoll. Mais do que exibir versatilidade, a transição entre os gêneros acompanha a transformação do personagem apresentado nas canções.


“Quando escrevi as canções do EP, apesar de uma delas se chamar ‘Tô Bem’, eu não estava nada bem, admito. Mas saber que tudo na vida passa é algo confortante. E ser comprometido com a terapia e com o processo terapêutico, como eu sou, ajuda muito”, afirma Alê.


A abertura, “Tô Bem”, utiliza o drum & bossa para criar um contraste entre leveza sonora e instabilidade emocional. A faixa retrata alguém que aprendeu a sustentar uma imagem de tranquilidade enquanto ainda tenta assimilar o término. O conflito está justamente na distância entre aquilo que se sente e o que se escolhe mostrar.


Em “Não Sei”, o reggae desacelera a narrativa e direciona o olhar para uma questão mais profunda: quem permanece depois que uma relação deixa de definir parte da identidade? A ausência do outro divide espaço com a necessidade de abandonar hábitos, planos e versões de si construídos durante a experiência a dois.


A resposta não chega como uma conclusão serena. Em “Foda-se”, Alê troca a dúvida pela ruptura e encontra no funk a energia necessária para encerrar o percurso. A faixa traz a participação de Bibi Babydoll, artista que alcançou projeção internacional com “Automotivo Bibi Fogosa”. Em resumo, Alê transforma as fases de um término em EP que vai do drum & bossa ao funk


A colaboração incorpora elementos de phonk, EDM e música eletrônica ao projeto e representa seu ponto de maior intensidade. A falta de reciprocidade deixa de alimentar a melancolia e passa a funcionar como impulso para a recuperação da autonomia.


Alê transforma as fases de um término em EP que vai do drum & bossa ao funk
Alê (Divulgação)

Ao organizar o EP dessa maneira, Alê evita tratar a superação como um acontecimento imediato. As três músicas mostram que vulnerabilidade, incerteza, humor e amadurecimento podem coexistir dentro do mesmo processo. A autoironia, presente desde o título, impede que o trabalho seja reduzido a um relato exclusivamente triste.


As faixas foram compostas por Alê, Raphael Klismman e Wallace Vianna, responsável também pela produção musical. Martin PTK colaborou na composição de “Foda-se”.


A narrativa terá continuidade em três videoclipes, que começam a chegar ao YouTube em 30 de julho. As produções vão representar visualmente as etapas de perda, transformação e reencontro desenvolvidas ao longo do EP.


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