top of page
  • Foto do escritorGuilherme Moro

Álbum do letrista de Carlos Rennó reúne Jorge Drexler, Moreno Veloso e Samuel Rosa

Nesta sexta, dia 15, chega às plataformas o projeto que apresenta 10 canções do compositor Carlos Rennó com diversos parceiros, em um repertório pop com letras que falam de amor. Parceiros e convidados se dividem nos vocais do álbum, que leva a assinatura do produtor Apollo Nove.


“ ‘Muita Lindeza’ – Letras de amor de Carlos Rennó e músicas de parceiros’ é um álbum de letrista, portanto, um álbum atípico, uma vez que o artista não é o intérprete das canções, apesar de ser o protagonista”, define Rennó. “O projeto representa uma grande realização artística pra mim: pela segunda vez, um álbum traz uma reunião de canções minhas, nas vozes de vários parceiros e artistas”.

O álbum conta com as participações de Paulinho Moska, Samuel Rosa e Juliano Rosa, Moreno Veloso, Gilsons e Cortejo Afro, José Gil e Mariá Pinkusfeld, Preta Ferreira, Moraes Moreira e Davi Moraes, Marcelo Jeneci, Felipe Cordeiro e o uruguaio Jorge Drexler. Nove faixas foram lançadas no formato de singles ao longo dos últimos meses pela Biscoito Fino, com exceção de “Sá”, parceria de Rennó com Drexler.

Foi do produtor paulistano Apollo Nove (que já produziu Rita Lee, Marcelo D2, Seu Jorge) a ideia de fazer um álbum composto somente por canções pop de Carlos Rennó. Apollo vislumbrou uma obra pondo em destaque o outro lado do trabalho do letrista, que nos últimos quinze anos tem se notabilizado por canções de teor político, servindo a causas socioambientais e de direitos humanos. Apollo Nove conheceu Rennó por indicação de Rita Lee, para quem produziu o disco “Reza”. “Eu pedi a Rita uma indicação de letrista e ela me apresentou o Carlos Rennó. A partir daí fizemos juntos o projeto ‘Demarcação’, com vários artistas, numa produção parecida com essa", conta Apollo. “Carlos é, primeiro de tudo, pra mim, um grande autor pop. Um hitmaker sofisticado”, finaliza o produtor.

“A primeira ideia que eu tive foi fazer um álbum de canções de amor, muitas das quais permaneciam inéditas há anos. A maioria já existia quando começamos a trabalhar no álbum. Algumas, mesmo sem deixarem de ser canções de amor, são algo políticas, como por exemplo a que fiz com Moreno Veloso (”A sua vida, preta, importa pra mim”): é antirracista, política e romântica, ao mesmo tempo”, pontua Carlos Rennó. Outros exemplos de canções românticas “atípicas”, na visão do letrista, são “Mundo em expansão”, parceria com João Bosco (“o objeto do amor pode ser uma criança, por isso convidei Mariá e José Gil, pais de duas meninas, para gravá-la”) e “O laço que une eu você”, feita com Paulinho Moska, um dos parceiros frequentes de Rennó.

“Foi uma grande satisfação inaugurar a minha parceria com Samuel Rosa em ‘Declaração’, que também tem a participação de seu filho Juliano Rosa como autor e intérprete”, conta Carlos Rennó. Aliás, um outro dueto reúne pai e filho: Moraes Moreira e Davi Moraes, juntos em “Baião pra uma baiana em São Caetano” (de 2012), primeira música de Moraes a ser lançada depois da morte do eterno Novo-baiano, uma grande influência musical de Rennó”. O álbum traz ainda uma parceria inédita com Jorge Drexler, “Sá”: “Drexler, outra voz maravilhosa do álbum, musicou uma letra minha há seis anos. Ficou entre o blues e a bossa nova”, avalia. A letra expressa elementos ou sugestões eróticas, algo comum nas letras do compositor paulistista, cantada em perfeito português pelo uruguaio, um apaixonado pela música brasileira.

Commentaires


bottom of page