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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Samuel Rosa faz o que sabe de melhor em álbum de estreia na carreira solo

Samuel Rosa lançou o primeiro álbum solo de sua carreira nesta quinta-feira (27). Intitulado "Rosa", a obra marca o início da nova fase do artista, que encerrou as atividades do Skank em março de 2023, ao lado de seus três ex-companheiros de banda.


Foto: Lorena Dini

Composto por dez faixas, o álbum chega às plataformas pelo selo SAM Music, criado pelo próprio artista para marcar sua fase solo, com distribuição da Sony Music. Samuel divide a produção de “Rosa” com outro velho parceiro, o engenheiro de áudio e produtor musical Renato Cipriano.


Neste recomeço, Samuel Rosa embarcou em um processo de composição individual, como nunca havia desfrutado anteriormente. Ele, conhecido por suas parcerias com Nando Reis, Chico Amaral, Lô Borges, Edgard Scandurra e tantos outros nomes da música brasileira, compôs 40% do álbum sozinho, mas com a participação e bom gosto de sua nova banda, que o acompanhará em sua nova turnê.


O álbum apresenta uma faceta bem mais brasileira nos arranjos, se aprofundando em acordes com sétima menor, mas também com elementos diferentes, entre eles, a bateria eletrônica. No entanto, todas as principais características de Samuel Rosa estão presentes. As letras, o jeito de tocar guitarra, os refrãos marcantes, tudo que de melhor o artista pode oferecer, está neste trabalho.


Diferente de artistas que tentam mudar completamente seus estilos em uma carreira solo, Samuel Rosa se reinventa na medida certa, sem deixar de lado o que construiu ao longo dos 30 anos que esteve ao lado do Skank.


O material sobre o novo álbum, enviado à imprensa, conta que a ideia de dar a continuidade ao legado que construiu ao longo dos anos, sem mudanças abruptas veio como uma espécie de mantra uma imagem que viu de perto: a de Paul McCartney tocando resignadamente “Hey Jude” ao piano, no show que ele apresentou no ano passado, para uma plateia pequena em Brasília, na qual o guitarrista, compositor e cantor mineiro estava presente.


“Hey Jude” é um sucesso antigo, de 1968, mas que o ex-Beatle segue mantendo em suas apresentações. “Eu brinco que o Paul mandou por telepatia para mim: ‘Samuel, não inventa, faça o que você sabe fazer’.


Em coletiva de imprensa cedida na tarde desta quinta-feira (27), onde o Música Boa esteve presente, o artista comentou sobre diversos assuntos que envolvem a nova fase.


"Eu gosto de trabalhar em grupo, mas está na hora de eu me resolver com as minhas escolhas. Quero seguir e responder por tudo. Acho que foi tempo suficiente de estar com outras pessoas. No entanto, me vejo agora dentro de uma outra banda, porque não sou o tipo de artista que entra no estúdio que faz o disco sozinho. Eles dividem os arranjos, mas as decisões finais são minhas. Estou me experimentando sozinho", afirmou.


O primeiro single lançado de "Rosa" foi "Segue o Jogo", que teve boa recepção do público e transmite bem o sutil ajuste de sonoridade que o artista teve neste trabalho.


Também se destacam "Me De Você", “Rio Dentro do Mar”, "Não Tenha Dó" e "Ciranda Seca (Dinorah).



"Tinha muito tempo que eu não fazia um álbum inteiro de músicas inéditas. Eu vinha compondo músicas , esporadicamente, para projetos. Então a minha angústia era: será que eu consigo ainda fazer um álbum inteiro de músicas inéditas? Eu estava meio sem a prática, sem o traquejo, mas foi ótimo. Eu me impus uma espécie de regime, bem disciplinado, de compor todos os dias. Consegui compor 20 músicas e a gente escolheu 10", comenta sobre o processo de produção.


Samuel é daqueles guitarristas criativos, que consegue criar ótimos riffs e solos de introdução. Em um mercado onde as músicas precisam ser curtas e chamar atenção do público logo no primeiro segundo, um compositor como ele poderia se sentir desanimado ao ter que ceder alguma fórmula de mercado para obter sucesso comercial. Mas para quem embalou tantos hits em diferentes épocas, este não parece ser um problema.

"Eu não me ativei aos aos interativos da indústria fonográfica atual. Eu sou de uma outra época, infelizmente, ou felizmente, eu ainda gosto de banda, música com introdução, parte A, parte B. Ainda que hoje é tudo muito rápido, é tudo muito frenético, muito ansioso. Mas eu não sei fazer música assim, então eu fiz do meu jeito, da minha maneira. Nos moldes que eu sei fazer música, com banda, com ponto, com pré-produção, a banda ensaiando a música e indo para o estúdio gravar aquilo que foi ensaiado. Eu não lanço disco toda hora, eu não lanço single toda hora, mas em compensação, tenho a sensação de que quando eu lanço alguma coisa, as pessoas têm atenção para aquilo. Ninguém consegue ser bom compondo toda semana. De acordo com o meu molde, acredito que eu ainda consigo comunicar com muita gente", finaliza.


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