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  • Foto do escritorGuilherme Moro

“Pegada Bandida”: paixão entre mulheres e G-Funk marcam nova de Meg Pedrozzo

O clima quente das festas de black charme e uma atmosfera de suspense são o plano de fundo em “Pegada Bandida”, novo som de Meg Pedrozzo, natural da região do Grajaú, zona sul de São Paulo. Novamente ao lado do produtor Vibox, com quem fez o EP de estreia Pessoas São Falhas (2022), Meg aposta na levada R&B com vocais cheios de sensualidade, mas explora também a vertente G-Funk do rap, que combina ritmo lento e batidas para se jogar na pista.



O timbre forte de Meg mantém a atmosfera ardente de “Pegada Bandida”, cuja letra versa sobre romance, entrega e paixões tórridas. Inspirada em sua vida pessoal, a artista traz para a música o amor entre mulheres e a autonomia dos relacionamentos homoafetivos - ainda uma afronta à sociedade conservadora.


O retrato desses relacionamentos fica mais evidente no videoclipe, com roteiro da própria Meg, uma maneira de mostrar que as afinidades nascem em todo lugar, até mesmo numa descompromissada corrida de Uber. Ela, que interpreta uma motorista, se vê às voltas com um inesperado encontro que faz brotar um relacionamento.



Mas “Pegada Bandida” não é apenas sobre desejos. Para Meg, a nova produção também representa progresso para quem corre atrás, seja para ganhar o pão através da música ou de um aplicativo de serviços, realizar um sonho ou encontrar um novo parceiro. Nas referências visuais, a inspiração vem de clássicos como “Dilemma”, de Nelly e Kelly Rowland, e da estética do black charme brasileiro, uma maneira de demonstrar a influência destes movimentos para a produção autoral de Meg e também enaltecer o legado da negritude musical das décadas anteriores.


“Pegada Bandida” mantém o alto nível de produção, letra e interpretação que Meg apresentou no debut Pessoas São Falhas. E ela só está começando.

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