top of page
  • Foto do escritorGuilherme Moro

Natália Xavier transforma raízes nordestinas no poético álbum “Eu Também Sou Teus Rios”

Primeiro álbum de Natália Xavier, “Eu Também Sou Teus Rios” foi imaginado como um diálogo íntimo e autoral da artista com sua ancestralidade nordestina. Coco de roda, maracatu, baião e afoxé povoam canções que trazem contornos contemporâneos de MPB, em uma investigação autobiográfica, porém universal, sobre noções de identidade e raízes. O disco amplia a poética introduzida nos primeiros singles para apresentar uma artista em pleno amadurecimento lírico, estético e musical.


Natália faz música brasileira que abarca referências teatrais e poéticas, em um diálogo com suas origens, mas também com suas múltiplas formas de expressão, incorporando sua experiência como artista visual e poeta, além de cantora e compositora. Suas canções se guiam pela palavra poética e pelo potencial de imaginar novos mundos por meio da arte. “Tatear os corações das árvores que te precedem, para correr com a própria seiva por entre as fissuras do mundo”, resume Xavier.


Ela é raiz-nordeste. O pai, baiano. A mãe, pernambucana: “O que pulsa no sangue é importante”, diz Natália, também mestranda em Artes pela Unicamp, atriz, escritora e astróloga tradicional. Vinda da poesia e do teatro narrativo, a criação musical de Natália é imensamente guiada pela palavra e por seu potencial imagético. O simbolismo das águas em fricção com a selvageria dos bichos guia o caminho em “Eu Também Sou Teus Rios”. Esse norte surge como acalanto e busca por sentidos em uma parceria com o músico Eder Sandoli, guitarrista conhecido por colaborar com nomes como Itamar Assumpção e Tom Zé e que assina também a direção musical do álbum.


Crédito: Alice Gouveia

Tendo como referência o trabalho musical de Alceu Valença, Chico César, Lenine, Zeca Baleiro e a pesquisa sonora dos grupos A Barca, Raízes de Arcoverde, e da cantora Renata Rosa, a sonoridade do disco foi sendo tecida, ao longo de um ano, a várias mãos. Natália recebe parceiros como Marcelo Lemos, na faixa “Revirada”; Claudio Tegg, em “Eu também Sou Teus Rios” e “Confios”; Maria Fernanda Batalha surge em “Penélope”; e Dani Bambace e Leilor Miranda estão em “Olho de tigre”.


Como um gesto de trançar desejos, palavras, imagens, melodia, harmonia e instrumentação, as 8 faixas autorais são, também, artesanais. Da necessidade de se mover e sair da inércia, passando pela redescoberta da própria trajetória, por questões de corpo, identidade, feminino, fomes, tempos, caos e reviravoltas, as letras de Natália Xavier costuram narrativas, desafiam expectativas e estabelecem uma voz potente de uma nova compositora e intérprete que mergulha fundo em novas paragens, rumos e nascentes. “Eu Também Sou Teus Rios” está disponível nas principais plataformas de música.

Comentarii


bottom of page