Se o Prêmio Multishow é a maior premiação envolvendo música no país e Liniker foi consagrada como a artista mais premiada da cerimônia, podemos concluir que ela é a cantora do ano? A resposta é sim, mas não só pelos inúmeros prêmios conquistados na noite de ontem, mas também por uma série de motivos que este texto irá discorrer.
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A cantora representa o que há de melhor na música brasileira atualmente. Para concretizar isso, basta ouvir "Caju", o mais recente álbum lançado por ela, que tem números astronômicos nas plataformas de áudio. Letras concisas, profundas, sem preocupação mercadológica e muita originalidade. Aliás, estes são seus maiores atributos. Como Linker consegue ser tão popular, sem rios de investimento em plataformas de áudio, lançando músicas sem refrão e sem seguir tendências?
A resposta está na arte. As pessoas estão cansadas de ouvir somente o que os algoritimos das plataformas de áudio impõem através dos polêmicos robôs e estão procurando veracidade em tudo, inclusive nos artistas que ouvem.
Claro que a parcela que consome música popular não está preocupada com isso. E tudo certo, faz parte do jogo. O que não pode ser desprezado é a perceptiva queda de ouvintes do mundo sertanejo, que antes dominava o top 5 do Spotify e neste ano figura somente com dois artistas. Mas este é assunto para outro texto. Liniker já tem muitos anos de estrada, mas atinge seu auge neste ano. Trabalho a longo prazo, sem pressa, álbum por álbum, como poucos acreditam. Seu sucesso mostra que a decisão final é sempre do público. É ele que seleciona e decide o que vai ouvir, apesar das tentaivas de manipulação sempre escancaradas. O público é soberano.