• Guilherme Moro

George Arrunáteghi faz uma releitura de “Porto Solidão”

“Porto Solidão”, canção que fez sucesso na voz de Jessé na década de 1980, é o novo single de George Arrunáteghi. Esta releitura sintetiza três aspirações de Arrunáteghi: adicionar uma canção popular brasileira ao seu repertório de músicas românticas (que inclui, entre outras, “How You Gonna See me Now”, “Never Gonna Let You Go” e “Je Suis Malade”, disponíveis nas plataformas musicais), consolidar um novo patamar como intérprete e também prestar uma homenagem a Jessé, que morreu prematuramente e em plena atividade como artista. Nascido em 25 de abril de 1952, o cantor morreu em um acidente de carro em 1993.


“Esta gravação é o resultado de um longo trabalho de aprimoramento vocal. Eu me sinto orgulhoso e feliz com essa realização. E aproveito, ao chegar a este momento de minha maturidade vocal, para prestar uma homenagem ao grande cantor que foi Jessé”, declara Arrunáteghi. Igualmente como foi Jessé, George é dono de uma voz privilegiada, por isso a decisão de fazer sua própria versão de “Porto Solidão”, que ele classifica como ‘mais doce, mais romântica’, embora conservando o mesmo tom da gravação original. A voz de Jessé é comumente classificada como haute-contre, um tipo raro de voz tenor. Como a maioria dos tenores dramáticos, George era barítono quando começou a cantar (devido à extensão vocal desta categoria de tenores e a típica potência nas notas graves e médias), evoluiu para “baritenor”, e hoje, no auge de sua maturidade vocal, atingiu a classificação de tenor dramático. “Daí a diferença clara das interpretações” de “Porto Solidão”, aponta.



A gravação de “Porto Solidão contou com os músicos mineiros Felipe Continentino (bateria), Matheus Barbosa (guitarra), Bruno Veloso (baixo) e Christiano Caldas (arranjos, produção e teclados), além das cantoras Núbia Mansur e Mariah Carneiro e Saint Petersburg Orchestra. A preparação vocal ficou a cargo do cantor e professor Lucas Neri.



Crédito: Vitor Maciel

George Arrunáteghi conta que a gravação foi de total colaboração dos músicos convidados. “O Christiano Caldas já conhecia bem “Porto Solidão”, de seus tempos de shows em bares e bailes, e elaborou arranjos que casam perfeitamente com minha voz”. O cantor chama a atenção também para o trabalho com a orquestra e o coro: “Tem um momento em que a orquestra produz um som de mar, ao que as cantoras respondem, criando com suas vozes, a sonoridade do vento”.