• Guilherme Moro

Entrevista com Melim, sobre o novo EP, "Amores e Flores"

Melim é um trio musical brasileiro formado pelos irmãos Rodrigo, Gabriela e Diogo Melim. Em 2016, participaram da terceira temporada do reality show musical Superstar, da Rede Globo e terminaram a competição como semifinalistas. Um sucesso nacional desde o primeiro álbum, o trio lançou o EP "Amores e Flores", gravado no Capitol Records Studios.

O novo projeto da Melim é a extensão do álbum “Eu Feat. Você”, que foi indicado ao Latin GRAMMY® 2020 na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo”. “Amores e Flores” completa e equilibra o projeto, de modo que as duas partes ficaram interessantes, com canções românticas, positivas e pitadas de reggae, pop e folk, gêneros musicais sempre presentes nas obras dos irmãos Melim.


(Foto: Felipe Carzo)


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O clipe da faixa “Ímpar”, lançado recentemente, tem uma proposta mais intimista do que pudemos ver em “Possessiva”. No novo clipe, vemos imagens de vocês gravando no lendário Capitol Records Studios. Qual foi a importância de ter esses momentos em um dos templos da música mundial, registrados nesse novo trabalho audiovisual?


Gabi

Gravar no Capitol Records é uma realização para qualquer artista. Um estúdio tão imponente, cheio de história e grandes nomes que passaram por lá. O convite surgiu através da gravadora Universal Music e levamos a equipe para gravar tudo lá, inclusive o conteúdo visual, já que queríamos que tivesse esse ar da Califórnia e de LA junto.



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O repertório de “Amores e Flores” é eclético, passeando entre reggae, pop e folk, com letras românticas de amor e paz. Como é fazer um álbum que transita por tantos estilos musicais e mesmo assim conseguir manter as características vocais e instrumentais do grupo?


Gabi

Temos influência de vários estilos e procuramos trazer composições com temas como amor e positividade, além de arranjos que combinam e completam a nossa vibe. Achamos que é uma forma do público entender um pouco mais sobre nosso propósito como Melim.


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“Amores e Flores” é a segunda parte de um trabalho que começou com o álbum “Eu Feat. Você”. Por que vocês tomaram a decisão de lançar o que seria um projeto inteiro em duas partes? O mercado musical estar cada vez mais pendendo para singles e EP’s pesou na decisão?


Diogo

Seria um álbum só, mas foi uma questão de estratégia mesmo. A primeira parte teve "Eu Feat. Você" como carro-chefe, e agora "Amores E Flores". As duas partes se complementam e se conectam em praticamente tudo.


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Os momentos que vocês passaram em Los Angeles renderam alguma composição?


Rodrigo

Estamos sempre compondo. A gente meio que adotou esse hábito de fazer canções, independente de quando vai gravar. Falando desse novo álbum, brincamos que ele foi feito na estrada, em hotéis e aviões.


(Foto: Sérgio Blazer)


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Com o encerramento dos lançamentos dos fonogramas gravados no Capital Records Studios, se encerra também um ciclo musical e criativo do trio? Vocês irão continuar seguindo a mesma linha melódica que esse mais recente trabalho consolidou?


Rodrigo

A única diferença do primeiro álbum, o "Melim", para esse, foram as participações. Isso já dá um sabor diferente e traz um público novo. Agora temos o Lulu Santos, o Rael, o Projota, o Saulo... Acho que o ciclo musical e criativo não se encerra, ele continua. Seguimos sempre a sonoridade Melim. Talvez no futuro, se quisermos uma ruptura, a gente faça algo com um estilo diferente, com participação de alguém ou algo assim, mas sempre entregando o conceito e sonoridade da banda, o que há nos nossos corações.


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Qual a responsabilidade de gravar em um dos mais importantes estúdios da história da música? Vocês chegaram a utilizar instrumentos e artefatos que grandes nomes mundiais usaram em suas canções?


Diogo

É responsabilidade de mais! Muita coisa incrível e inusitada aconteceu. A gente acabou gravando com o microfone do Frank Sinatra.


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A arte da capa me chamou a atenção. Ela ficaria demais em um LP ou CD. Vocês pensam em lançar esse trabalho em mídia física?


Rodrigo

Eu acho que o colorido da capa conversa muito bem com a identidade que a gente queria trazer para Los Angeles, para o pop. A cor tem esse poder de trazer alegria, combinou com a proposta e acho que ela veio para justificar essa positividade, mas ainda não pensamos em lançar fisicamente, quem sabe?


Capa do EP


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Para encerrar, qual a música que se tornou o xodó do trio ao longo das gravações e continua sendo a favorita até os dias de hoje?


Gabi

Costumo brincar que as músicas são os nossos filhos, não tem como dizer qual filho você gosta mais, mas eu acho que acaba que o nosso single do momento é sempre o xodozinho, por isso, falando por mim, é “Possessiva”. Ela é uma música popzinha, a cara do verão.