• Guilherme Moro

Entrevista com Henrique & Diego: "a música sempre foi o nosso ganha-pão"

Completando 20 anos de carreira, a dupla sertaneja Henrique e Diego preparou muitas comemorações para os seus fãs. Reconhecidos pelo sucesso de “Suíte 14”, com participação de MC Guimê, e “Raspão”, como Simone e Simaria, a dupla lançou o EP “Lado A Lado B”, que está disponível em todas as plataformas digitais.



O EP traz três músicas, sendo “Contato bloqueado”, lançada em dezembro, e as músicas inéditas “Quatro paredes” e “Olhinho”, destaque deste projeto.


“Olhinho”, retrata aquele amor que foi embora e que diz que já esqueceu, ao passar a noite em festas, na primeira carência envia uma mensagem durante a madrugada querendo matar as saudades. A faixa já ultrapassa 700 mil execuções, somente no YouTube, provando que tem todo o potencial de um futuro hit, dessa que é uma das duplas mais consagradas do sertanejo.


"Depois de acertar a primeira música, parece que o artista tira um piano das costas. O maior problema está em não ter um sucesso. Antes do sucesso de 'Suíte 14', tivemos algumas músicas que bateram na trave. A cobrança, para agora, é ter músicas que agradem o nosso público. Nossa música teve vida em muitos lugares do Brasil. Sempre absorvemos nossa carreira de uma maneira que agrade muitas pessoas. O hit tem que ser lapidado. Estamos em um grande momento da carreira, porque o nosso laboratório, pensado nesse disco, foi muito bacana", disse Henrique.


A primeira parte do projeto que se completa com o lançamento de mais três músicas inéditas, previstas para julho. O trabalho segue a sequência de lançamentos de Henrique & Diego sob o gerenciamento de carreira pelo Grupo Live Talentos e com a gravadora BMG, uma das maiores empresas de música do mundo.


A carreira musical de Henrique e Diego no mundo sertanejo completa 20 anos em 2022. Desde a mudança de Cuiabá para Curitiba em busca de mais oportunidades, a dupla é reconhecida pelo sucesso de “Suíte 14”, com participação de MC Guimê, e “Raspão”, como Simone e Simaria. Somam 8 CDs, 19 singles, dezenas de shows em todo o Brasil e importantes premiações.


"A forma com que levamos a nossa carreira é muito bacana. Sermos donos do nosso próprio negócio e poder, literalmente, ter as rédeas de tudo e colocar o que pensamos em prática. Aprendemos muito nesses 20 anos. Somente no dicionário o sucesso vem antes do trabalho. Ouvimos muito as pessoas que já passaram pela situação qual estamos e hoje temos uma experiência muito bacana, que passamos para os jovens amigos que estão no mercado. Sempre buscamos inovar nossa músicas para várias tribos. Trafegar em ritmos diferentes é muito interessante para angariar novos fãs. É a grande receita de Henrique & Diego para ficarmos tanto tempo no mercado", enfatiza Diego.


"A música sempre foi o nosso ganha-pão. Desde pequeno eu e o Diego cantamos e nós nunca pensamos em outra coisa. Estamos há 20 anos respirando Henrique & Diego. Os fãs são os nosso grandes icentivadores em todos esses anos. Eles são o nosso maior filtro", finaliza Henrique.


A comemoração de 20 anos de carreira não será solitária. A dupla está com a aagenda lotada e cheia de vigor para rodar o Brasil cantando todos os sucessos que marcaram a década de 2010.


"O nosso show é muito dançante: 'Zuar e Beber', 'Canundinho', 'Suíte 14', 'Senha do Ceular', 'Malbec', são todas músicas que fizeram muito sucesso e se encaixam muito bem no palco. Agrada muita gente, mas o nosso romantismo agrada outro tipo de papo. Procuramos agradar a todos". Estamos conseguindo colocar nossa essência. A procura da partida perfeita faz o momento da música. É preciso testar e arriscar para ter seu DNA e suas características", afirma Henrique, primeira voz do dueto.


Apaixonados por música desde a infância vivida em Cuiabá, Henrique e Diego tiveram influências musicais diferentes. Henrique começou a cantar no grupo de jovens da escola, onde aprendeu a tocar violão, o que abriu as portas para que pudesse trabalhar como técnico de apoio de duplas sertanejas. Já Diego, ainda criança, se destacava como puxador da escola de samba “A estrela do oriente”, onde a sua avó era presidente. Foi em 2002 que os artistas de conheceram enquanto trabalhavam na banda de pagode “Jeito de ser”.