• Guilherme Moro

Entrevista: Carol Juno estreia sua carreira solo com imersão ao mundo pop e feat com Donatto

Nesta sexta (21), chega às plataformas de streams “Replay”, single que marca a

estreia da cantora e compositora Carol Juno em carreira solo e conta com a

participação especial de DONATTO, que assina a autoria da música com Carol, Bian,

U.GOT e Tainá Seabra.



Junto com a faixa, Carol Juno também faz a estreia de seu

respectivo videoclipe, que novamente traz a participação de DONATTO. O vídeo foi

gravado na Casa das Romãs, no Alto da Boa Vista, sob a direção de Lucas Melo e a

direção de fotografia de Victor Hugo Saldanha e Felipe França.


"Escrevi 'Replay' neste ano e eu estava maratonando uma série na Netflix, chamada 'Heartstopper' e chorei muito quando terminei de assistir todos os espisódios. Havia alguma coisa me incomodando muito. No dia seguinte eu fui na livraria e comprei todos os livros em que a série foi baseada, para entender o que estava acontecendo. Eu percebi que e história se trata de uma história de um casal LGBTQIAP+, que não é sobre tristeza, sobre sofrimento ou sobre doença, que são as narrativas que a mídia controe em cima das pessoas LGBT e eu não tive este momento como asolescente. A série me permitiu essa experiência e 'Replay' surgiu para que as pessoas pudessem repetir este sentimento bom. Em determinado momento, vi que precisávamos de mais uma pessoa e que era necessário uma conversa. De cara pensamos no Donatto, que foi super gracioso, escreveu a parte que cantou e quando menos esperávamos a música estava pronta", revela a artista.



Até o início de 2020, a jovem cantora integrava a banda de pop rock Os Caras e Carol. O quarteto teve uma breve e bem-sucedida trajetória, que culminou com algumas apresentações da banda no Rock in Rio, em 2019.


Além de Carol, o grupo era composto por Leonardo Maciel (baixo), João Loroza (guitarra) e Ruvício Santos (bateria). A banda foi criada em setembro de 2015, quando Carolina e Leonardo se conheceram na Escola de Atores Wolf Maya, no Rio de Janeiro e gravou um álbum de estúdio


"Em 2020 eu olhei muito para dentro de mim e isso se deve ao isolamento da pandemia. Quando você está trancado dentro de casa e se vê sem opção e sem saber o que fazer, a reflexão é inevitável. Eu olhei para dentro de mim e me perguntei o que eu queria muito fazer e o porque eu não estava colocando em prática. Eu sou muito agradecida pelo processo feito com a banda, mas eu senti que o meu som e aminha narrativa não coincidiam com o que eu gostava. Eu queria colocar em prática o que eu cresci ouvindo e no contexto do pop rock não era possível".



Agora no pop, Carol teve que reinventar sua forma de se expressar em cima do palco, além de trabalhar e pensar diferente suas composições.


"Eu tive dois anos para estudar novas técnicas, aprimorar meu processo de composição e estudar de forma geral. Queria descobrir sobre o que falar e quais históricas contar. A música entrou em um processo reflexivo e isso ocasionou em uma volta do pop punk e todas essas coisas vieram porque as pessoas precisavam muito falar sobre o que estava doendo e do que é incômodo. Eu já havia falado muito disso, então quis falar sobre a minha vida e sobre o que sentir. Eu quero poder sonhar de novo. Eu mergulhei na música pop, que é o que eu ouvi desde pequena", afirma.


Sobre o mundo do rock, a cantora diz


"Quando você é mulher e está neste espaço, você precisa se impor e mostrar que sua música, voz, letra e atitude são relevantes. Eu lembro que eu subia no palco pensando que tinha três músicas para conquistar o público. Era uma missão e eu ficava lutando contra isso. O pop me permite passar uma mensagem, mas que seja divertido e leve".