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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Entrevista: Bryan Behr conta sobre seu novo álbum

Bryan Behr é um dos artistas que mais apareceram no Música Boa nestes quatro anos de existência do veículo. Acompanhar a ascendência deste artista tão talentoso, é um privilégio para nós.

Na primeira entrevista "ping pong" que Bryan cede ao Música Boa, vamos falar sobre "DEJAVU", terceiro álbum de estúdio do músico, que chegou às plataformas nesta terça-feira (28). O novo trabalho fala sobre a ótica do tempo sob diversas lentes e marca uma nova fase da carreira do artista, agora mais madura e com diversas outras inspirações, e tem a música “Big Bang” conduzindo essa viagem. Confira abaixo a entrevista:


Música Boa

Bryan, você tem uma fanbase muito grande. Nós a gente já comentou sobre isso algumas vezes. Ontem rolou a audição com o os fãs e imprensa eu queria que você falasse um pouco de como estava a expectativa de colocar esse disco no mundo.

Bryan Behr

Cara, eu acho que lançar um disco é muito maluco, porque você fica numa bolha só sua, criando, compondo, arranjando essas músicas, e depois quando elas vão pro mundo, o disco, esse disco ganha um outro significado. Cada um ouve a música de um jeito diferente e eu estou há bastante tempo sem lançar discos. Eu tô super ansioso porque eu acho que esse disco é um disco de um Brian muito mais maduro. É um álbum feito de um jeito diferente, com pessoas diferentes que eu estava acostumado a trabalhar. No disco tem várias músicas do Bryan que as pessoas já estão acostumadas a ouvir, nessa mesma energia, e tem músicas um pouco diferentes, com influência de coisas que eu vinha ouvindo nesses anos, desde que eu me mudei para São Paulo.

Música Boa

Os álbuns conceituais estão em alta e praticamente todos os artistas se baseiam em um conceito para criarem seus álbuns. "DEJAVU" é um disco amarrado ou deixa as canções mais soltas?

Bryan Behr

Esse nome vem pro disco por conta de todas as faixas falarem sobre tempo. Às vezes de óticas diferentes, através de decepções amorosas, às vezes de paixão, através de amor, através de algumas filosofias e crises existenciais. Então eu acho que esse disco é um disco bem colorido e é bem diferente de tudo que eu já criei, além de ser muito dinâmico também. Eu diria que ele é um disco mais solto.

Música Boa

Você é um artista que tem muitos fãs e está dentro de uma grande gravadora (Universal). Qual público você deseja atingir com este projeto?


Bryan Behr

Eu acho que fazer com que mais pessoas escutem esse disco sempre vai ser um desejo. Mas eu acho que este disco já cumpriu o objetivo dele antes mesmo de ir pro mundo. Quando eu quis gravar esse disco, eu estava procurando uma coisa dentro de mim que só esse disco podia responder. Eu queria me reinventar e me descobrir de um outro jeito, criando música. Mas quando eu falo sobre alcance de público, eu sempre vou querer que mais pessoas escutem, que mais pessoas se identifiquem com as coisas que eu escrevo, para conseguir visitar essas pessoas nas cidades delas e fazer um show incrível, que é uma coisa que a gente está preparando para esse ano também. Então, a minha expectativa, olhando para um disco até mais maduro, é de alcançar muitas pessoas.


Música Boa

E esse processo? Durou quanto tempo?


Bryan Behr

Estamos há quase três anos trabalhando nesse disco. Sempre fui um cara que escrevia muito acompanhado do violão. Então a gente decidiu começar a testar arranjos antes de ir para o estúdio, fazer pré-produções aqui no meu apartamento. Então o Davi Carturani, que é um dos produtores junto comigo e com o Paul Ralphes, experimentou muitas coisas comigo. Foi a primeira vez que eu olhei pra um trabalho e eu não pensei o que eu queria dele. Eu pensei o que que essas músicas querem, né? Por isso que eu acho, inclusive, nasceu um disco tão diverso, tão plural e tão dinâmico.

Música Boa

E como foi trabalhar com o Paul Ralphes, que é considerado um dos grandes produtores da música brasileira?


Bryan Behr

Ele é um daqueles artistas que você admira, mas você depois que conhece, você passa a admirar ainda mais. Eu e o Davi temos praticamente a mesma idade. Então quando o Paul foi pro estúdio com a gente, foi muito mágico porque ele já tinha de bagagem o que a gente tinha de vida. Acho que a coisa mais legal dentro de um Paul não foi nem a produção em si. Foi a troca que a gente teve, as músicas que ele trazia pra gente ouvir e coisas diferentes das quais a gente já estava acostumado a ouvir. E ter um cara com uma bagagem tão grande também fez toda a diferença, porque às vezes ele via coisas que eu e o Davi não víamos, mas só ele via. A gente troca a mensagem até hoje w ele é um amor de pessoa. Foi muito legal o processo inteiro.

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