• Guilherme Moro

el ecama anuncia single e clipe animado com Carlos Maltz como músico convidado

Nascido em São Paulo, el escama compõe e toca desde jovem. Sempre imerso em pesquisas musicais, coleção de discos e tendo trabalhado por anos em um estúdio de gravação em Londrina, Paraná, sentiu o desejo de dar vida a um projeto autoral. Desde então, o cantor apresenta uma sequência de lançamentos: estreia de disco – com participação de músicos como, Carlos Maltz, baterista do Engenheiros do Hawaii, e as Cluster Sisters, que foram destaque no reality show Superstar – faixa-clipe e making-of.


Agora, el escama mostra toda sua indignação em Vão, música que contesta a ideia de que para termos estabilidade financeira, precisamos abrir mão de nossos sonhos. "Só fui reparar que fiz isso trabalhando em agência de publicidade, depois de muito tempo! Lembro que quando comecei a mostrar as minhas primeiras músicas, um amigo mais velho me falou que achava muito bonita minha aptidão artística, mas que o mundo real era a vida dele: passar num concurso público, ganhar dinheiro e poder fazer o que gosta quando se aposentar. Eu ouvi aquilo e achei uma violência, como um passarinho na gaiola", recorda.



Contrapondo a balada folk Mesma Rua, Vão é um rock cru, assim como sua letra: "Corra atrás de segurança, assassine um sonho", entoa el escama. Para transformar esse sentimento em audiovisual, o artista chamou seu amigo ilustrador Alisson Depizol para fazer um clipe em SpeedPainting, uma animação com traços que seguem a mesma linguagem da canção. A partir disso, Alisson criou um loop, acompanhando a construção da música, que se repete dentro dela mesma, traduzindo em imagens o loop da vida: a rotina massacrante de ficar preso no trabalho fazendo sempre a mesma coisa. É o loop da vida, dentro do loop da canção, dentro do loop da imagem. Assista aqui.


Vão reflete a desvalorização do artista na sociedade e também questiona quando aceitamos viver uma vida sem sentido na esperança de, quem sabe no fim dela, “conquistarmos o direito” de fazer o que realmente amamos. Essa opção é um risco muito alto, o risco do mundo girar, a vida passar e nada ficar.


Ilustração por Alisson Depizol