• Guilherme Moro

Claudia Amorim faz um convite à reflexão no videoclipe de ‘Eu Só Peço a Deus'

São tempos de reflexão e de mudanças e a cantora carioca Claudia Amorim vem resgatar um dos maiores clássicos do cancioneiro latino, a canção “Eu Só Peço a Deus”, composta originalmente em espanhol pelo músico argentino León Gieco, com tradução ao português de Raul Ellwanger, para trazer à tona uma mensagem muito importante: a de não ficar parado e indiferente às injustiças.



A faixa, lançada pela artista em setembro, ganhará videoclipe, o quinto da artista, no dia 28 de outubro, às 18h, em seu canal no YouTube. A direção é de Guilherme Quadrado e a direção de fotografia e montagem de Leonardo Rocha.


A mensagem proposta pela música que, em suas cinco estrofes, cita grandes ideais dos Direitos Humanos, evidencia que não se deve ficar indiferente à dor, à mentira e à impunidade. Não por acaso, foi escolhida pela cantora, bem como a data de lançamento do clipe: às vésperas das eleições do segundo turno para presidente do Brasil.


“Queria gravar uma música que falasse das coisas que estamos vivendo. Comecei a achar que estávamos (ou estamos) indiferentes demais a tudo o que vem acontecendo no nosso cenário social e político. Parece que todos estão anestesiados, que não se importam, e acho que o nosso maior problema é a indiferença”, explica Claudia, indicada este ano ao Prêmio Profissionais da Música, pelo projeto “Mulheres do Brasil”.



Para traduzir as ideias em imagens, a artista optou por um clipe que, acima de tudo, valorizasse os ideais da canção. No roteiro, Claudia vive uma espécie de sonho, uma idealização na qual vai avaliando e refletindo sobre as questões atuais do mundo. O clipe foi gravado no Parque das Ruínas e no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.


“Optamos por não colocar nada do que estava sendo dito na letra em imagens, não queríamos uma coisa panfletária, exagerada. Preferimos um conceito mais clean, como se fosse na cabeça da personagem, um devaneio, um sonho. E na nossa criação, a personagem foi uma pessoa de luta, passou pela prisão, pelo exílio. Ela foi uma combatente”, diz.


Em certo momento, o clipe mostra jornais caindo, uma ideia da artista, que também é jornalista, e uma alusão ao papel da imprensa na nossa sociedade.

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