• Guilherme Moro

Carol Boaventura canta os ciclos da vida e a potência feminina no novo single, “Inferno Astral”

A cantora e compositora Carol Boaventura faz da sua música uma ponte de conexão pessoal que convida ao autoconhecimento e a uma maior proximidade do universo que nos rodeia. Prestes a lançar o EP de estreia, “Cósmica”, a artista revela “Inferno Astral”, uma canção pop, alternativa e indie inspirada pela carta do tarot “A Imperatriz”, versando sobre o feminino e a busca por novos caminhos, tanto externos quanto internos. O single está disponível nas principais plataformas e chega com um visualizer.



A direção criativa de “Inferno Astral” - assinada por Tainá de Castro - traz como referência a simbologia das cartas. “A Imperatriz” se refere ao poder de solução de problemas e melhora de qualquer situação, penetrando na alma de todos com maestria e serenidade. Ela possui um poder voltado às energias femininas, à plenitude e fecundidade e mostra seu lado próspero e abundante.


“A música fala sobre o marco das travessias que passamos nessa vida. Ela fala sobre fim, e a dor quando é preciso deixar ir. Ela serve de gatilho para que possamos acessar sombras profundas, e de alguma forma trazer luz para esse caminho. A música foi feita para uma geração que entende que é preciso autoconhecimento para atravessar os processos, que se permitem sentir as dores”, resume Carol Boaventura.


Para isso, foram utilizados alguns elementos que servem para criar um elo, uma conexão em quem escuta, assim como a carta diz. Ele é impulsionado por frequências sonoras, como uma espécie de cama para a música. É possível escutá-las com clareza no início e no fim da faixa, uma atmosfera criada ao lado do produtor musical Saulo Leony.


Crédito: Thiago Botelho

A simbologia transborda, também, para o aspecto visual do trabalho. Carol surge na capa e no visualizer com um um vestido fluido com franjas nas pontas que entregam movimento. Ao mesmo tempo, a cor vermelha vem simbolizando o fogo, transformação, o conflito, a materialidade, expansão, dinamismo. Já o rosa está relacionado com o surgimento da realidade cósmica, da atração do cosmos, representando amor universal incondicional, sensibilidade, delicadeza e os afetos.


Aos 33 anos - sendo 18 deles dedicados à música -, Carol Boaventura lança o quinto single da sua carreira autoral. A artista surgiu com “Lar” (2019), seguida de “Nasce uma estrela”, “Queima esse lugar” e “Solar” (2021).


A estreia solo vem na esteira de uma trajetória que passou por alguns dos principais palcos de Montes Claros e do norte de Minas. Este ano, marcou presença no álbum da banda Taboo, outro expoente do cenário norte-mineiro. Agora, ela une suas múltiplas facetas - intérprete, compositora, produtora musical, mãe, empreendedora - em um ousado projeto que visa às conexões por meio de frequências sonoras. O EP “Cósmica” será lançado em breve. Enquanto isso, é possível conferir “Inferno Astral” e outros singles nas plataformas de streaming.

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