• Guilherme Moro

Banda "Feito Efeito" lança primeiro EP de carreira

A banda Feito Efeito anuncia o lançamento de seu primeiro EP, autointitulado, no dia 25 de fevereiro nas plataformas digitais pelo selo Maxilar. A estreia faz parte da “Avalanche Maxilar”, um dia repleto de lançamentos de novas apostas musicais da gravadora independente, além da Feito Efeito, lançam também Os Acossados, Álvaro Dutra e Lucifer Kabra.


Formada por Rodolfo Postal (guitarra e voz), Rodolfo Boldrin (bateria), Davi Capovilla (guitarra) e Renato Casacio (baixo), em Valinhos, São Paulo, a banda de punk rock Feito Efeito lançou seus primeiros singles em 2021. “Nossa União” e “Igual a Mim” abriram os caminhos para o EP “Feito Efeito”, que traz seis faixas autorais com composições assinadas pelo grupo e produção, mixagem e masterização feitas por Rodrigo Couto.



As músicas do EP “Feito Efeito” foram gravadas no homestudio da banda: “Cada uma de uma forma, sem um padrão definido, algumas começamos pelos arranjos, outras inspiradas pelas bandas que nos influenciam, também por textos, livros e artigos lidos.” Comenta Rodolfo Postal sobre o processo criativo.


Com letras que falam sobre situações vividas pelos integrantes, da monotonia do dia a dia ou alguma situação bizarra ocorrida, e indignação com o estado do país e da sociedade, “Feito Efeito” anuncia sua mensagem também através da capa, uma arte realizada por Vinícius Leardine Gonzaga, que conta sobre a criação:


“Procurei condensar elementos que nos remetem à nossa atual conjuntura. Usei como base o "gado”, coloquei olhos hipnotizados, como referência ao servilismo ao líder e à alienação política. Coloquei o chapéu do Tio Sam, como referência ao entreguismo, à subserviência ao imperialismo ianque. O fuzil na mão do gado faz referência às milícias e a essa obsessão com armas.


Há no desenho um crânio com um osso, tipo fêmur, nos remetendo à pandemia e ao genocídio. O revólver na cintura simula um falo, nos remetendo à constante autoafirmação masculina, à misoginia, à homofobia etc. O gado está derrubando uma serra elétrica, como se pego em flagrante, simbolizando os desmatamentos. A auréola, simboliza a instrumentalização religiosa, e também calcei coturnos no gado, simbolizando o militarismo e o vesti com uma camiseta da seleção, que virou símbolo de tudo isso.”


O escritor e jornalista Bruno Marques colaborou com a Feito Efeito através de uma análise informal “Faixa a Faixa” do EP.

01. O Tempo dos homens - “Muito legal esse riff misturando parte melódica, com parte acelerada e pesada. Cada verso é mais emblemático do que o outro. Poesia filosófica punk rock, excelente em todos os sentidos”;


02. Acostumado – “Curti essa quebrada meio Charlie Brown no miolo”;

03. Ficar e olhar – “Que intro f***! Os repiques do batera na caixa. Bem na linha do Cólera essa, muito boa também. Da hora que é bem curta e direta”;

04. Aguenta – “Riff animal, acho que um dos melhores. Solo também ficou louco”;

05. Caindo – “Bem linda. Tem mais partes e muito bem produzida também”;

06. Haverá um lugar – “Curti esse começo visceral. Essa me lembrou mais Bad Religion”


A estreia será acompanhada pelo lançamento do videoclipe da faixa que abre o EP, “O Tempo dos Homens”, marcada pela sua poesia punk no refrão. Produzido por Xtudo Obze, a produção será lançada no dia 25 de fevereiro no canal da Feito Efeito no Youtube.