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  • Foto do escritorGuilherme Moro

Álbum homenageia Waldir Azevedo em seu centenário

A história do chorinho – ritmo que atravessa gerações e fronteiras – não seria a mesma sem a obra genial do compositor Waldir Azevedo. No ano de 2000, para celebrar as bodas de ouro de dois de seus maiores sucessos, “Brasileirinho” e “Delicado”, o músico Déo Rian arregimentou um sexteto de cordas e percussão para gravar 17 temas do compositor. O álbum “Waldir Azevedo - o mestre do cavaquinho” ganha as plataformas de streaming dia 27 de janeiro, via Biscoito Fino, quando Waldir Azevedo completaria 100 anos.


Produzido pela Todamérica, editora musical criada há quase 7 décadas, na qual o mestre do chorinho editou seus sucessos, o projeto resgata a riqueza das composições de Waldir Azevedo em registros instrumentais, seguindo as partituras originais do compositor.

Déo Rian começou com o cavaquinho aos cinco anos de idade, instrumento que trocaria pelo bandolim. Exímio bandolinista, passou a integrar o lendário Conjunto Época de Ouro depois da morte de Jacob do Bandolim, em 1969. Depois de participar do histórico espetáculo “Sarau”, com Paulinho da Viola, Época de Ouro e Sergio Cabral, Déo Rian formou seu próprio conjunto, o “Noites Cariocas”, em 1977. Um dos mais conceituados solistas do país, Déo Rian já se apresentou em inúmeros países, entre eles o Japão; gravou com incontáveis artistas, incluindo um álbum com Raphael Rabello.



A riqueza da obra de Waldir Azevedo e seu estilo único de tocar provaram que a música instrumental de qualidade é capaz de alcançar sucesso popular, e que o cavaquinho, instrumento visto como limitado, pode assumir o papel de protagonista. Seus maiores sucessos, incluídos neste registro, foram compostos nas décadas de 1940 e 1950. “Brasileirinho”, abre-alas da carreira do músico, alcançou sucesso imediato. Outro grande clássico de Waldir, “Delicado” foi lançado no final de 1950 e tornou-se um dos discos em 78 rotações mais vendidos de 1951. O terceiro grande sucesso do compositor carioca, nascido no bairro da Piedade, foi “Pedacinhos do Céu”, também de 1951: o tema foi feito em homenagem às filhas, então com 6 e 3 anos de idade.

Waldir Azevedo deixou cerca de 160 composições e uma extensa discografia. No álbum que chega às plataformas, Déo Rian (bandolim) e o grupo formado por Valmar de Amorim, Marcio de Almeida (cavaquinho solo), Bruno Rian (bandolim), André Bellieny (violão 7 cordas) e Darly Guimarães (pandeiro), registram temas como “Vê se gostas”, “Cinema Mudo”, “Contraste” e “Flor do Cerrado”, entre outros.

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